"Isso pode me prejudicar": Christopher Nolan fez uma mudança ousada em A Odisseia e sabe que pode dividir o público
Christopher Nolan adapta a epopeia lendária de Homero em A Odisseia. O filme protagonizado por Matt Damon estreia no dia 16 de julho nos cinemas.
A Odisseia era um projeto pessoal antigo de Christopher Nolan e, após ganhar sete Oscars com Oppenheimer, os estúdios deixaram o caminho livre para que o diretor tirasse a epopeia grega do papel com toda autonomia possível. Com tamanho aval, ele tomou decisões ousadas para adaptar a obra clássica.
Além de filmar exclusivamente em câmeras IMAX e dar vida às criaturas mitológicas com efeitos práticos, Nolan tomou uma das decisões mais polêmicas do filme ao escolher manter os diálogos totalmente em inglês moderno e coloquial, divergindo da tradução acadêmica da Odisseia de Homero. Decisão a qual ele tem consciência que pode dividir o público, a crítica e os especialistas no assunto:
"[Eu queria] uma linguagem que tenha significado emocional, e não intelectual, para as pessoas. Talvez eu estivesse sendo ingênuo. Isso pode me prejudicar, mas eu queria uma narrativa realista. Para mim, foi uma escolha óbvia", argumentou Nolan em entrevista ao LA Times.
O cineasta usou a tradução de 2017 da linguista clássica Emily Wilson como base narrativa, mas adaptou integralmente o texto para a forma que nos expressamos hoje em dia, algo que podemos perceber pelos trailers divulgados até agora. Essa opção difere de outras versões cinematográficas de obras clássicas da literatura, como é o caso de Romeu + Julieta,…
Artigo original publicado em AdoroCinema
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