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'Não espero redenção, nem passada de pano', diz Nicolas Prattes, vilão da novela das 6

Ator detalha o desafio de viver seu primeiro vilão na TV, a estreia no cinema com temática espiritual e como lida com a exposição da vida pessoal ao lado de Sabrina Sato

22 abr 2026 - 18h11
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No ar como o vilão Mirinho, em A Nobreza do Amor, e também nos cinemas como Daniel, em O Advogado de Deus, Nicolas Prattes vive uma fase de novos desafios na carreira. Aos 29 anos, o ator amplia seu repertório ao transitar entre personagens opostos enquanto lida, fora das telas, com uma rotina de exposição cada vez mais intensa, especialmente após o casamento com Sabrina Sato.

Em entrevista ao Estadão, ele reflete sobre o momento profissional, o impacto dos papéis recentes e a forma como aprendeu a equilibrar vida pessoal e carreira diante do olhar constante do público.

Um vilão que incomoda — e não busca redenção

Conhecido por interpretar personagens mais leves, Nicolas assume em Mirinho seu primeiro grande antagonista na televisão — e não faz questão de suavizá-lo. Apesar de parte do público demonstrar empatia pelo personagem, o ator prefere manter um olhar crítico sobre suas atitudes.

"Eu não defendo. Acho que é importante também dar o exemplo do que não se fazer. Não espero redenção, nem passada de pano", afirma.

Segundo ele, o comportamento de Mirinho está diretamente ligado à falta de afeto na infância, especialmente na relação com o pai. Essa construção, no entanto, não justifica suas escolhas, apenas ajuda a compreendê-las.

"Existem dois caminhos para quem não recebe amor: ou a pessoa aprende a dar, ou passa a não suportar a felicidade do outro. O Mirinho é esse segundo caso."

Se na televisão o ator mergulha em um personagem marcado por conflitos e distorções emocionais, no cinema ele percorre um caminho de transformação. Em O Advogado de Deus, Nicolas interpreta Daniel, um homem inicialmente cético que passa a questionar suas próprias crenças após vivenciar situações fora do comum.

"Ele começa quase ateu e vai sendo colocado diante de coisas que não consegue explicar. Isso faz com que ele passe a entender que cada um tem uma missão aqui", explica.

A preparação para o longa foi intensa e, ao mesmo tempo, acelerada. Nicolas teve cerca de um mês para ler o livro que inspirou a produção e construir o personagem. O processo, segundo ele, ultrapassou o campo profissional.

"Mexeu muito comigo. Foi uma experiência muito forte, não só como ator, mas como pessoa."

O filme estreou na última quinta-feira, 16, nos cinemas e é baseado no best-seller espírita de Zíbia Gasparetto e Lucius.

A vida pessoal como ponto de equilíbrio

Com uma rotina que envolve gravações, divulgação e novos projetos, Nicolas aponta a família como base para manter o equilíbrio. Casado com Sabrina Sato há um ano, ele afirma que a relação é central para sua saúde emocional e, consequentemente, para o trabalho.

Ao mesmo tempo, ele faz uma leitura crítica sobre o peso que o ambiente digital ganhou na forma como as pessoas se enxergam.

"Tem gente que se baseia muito por isso, pelo que acontece dentro desse retângulo aqui, que é o telefone. E eu acho que talvez esse seja o grande mal hoje em dia", afirma.

O ator destaca que faz parte de uma geração de transição e acredita que isso influencia diretamente sua forma de lidar com a exposição. "Eu fui uma das últimas gerações que teve uma infância sem o tablet. Então eu sei que a vida é para além disso."

Com mais de uma década de carreira na TV, Nicolas entende que o interesse do público por sua vida pessoal é consequência direta da proximidade construída ao longo dos anos.

"As pessoas estão acostumadas a me ver desde os 18 anos. Eu faço novela todo ano, estou dentro da casa delas. É natural que exista esse carinho, essa curiosidade de saber quem é esse cara fora da tela."

O relacionamento com Sabrina Sato, amplamente acompanhado nas redes, intensificou ainda mais esse olhar, algo que ele vê com leveza.

Casamento de Sabrina Sato e Nicolas Prattes no interior de São Paulo
Casamento de Sabrina Sato e Nicolas Prattes no interior de São Paulo
Foto: Reprodução @sabrinasato via Instagram / Estadão

"Calhou de eu casar com a maior apresentadora deste País, uma mulher maravilhosa. E o público sabe disso. A gente juntou os trapos e eu sinto muito carinho das pessoas."

Nem todos os comentários, porém, seguem essa linha. Ainda assim, Nicolas afirma que aprendeu a lidar com críticas sem deixar que elas afetem sua percepção sobre si mesmo.

"Eu uso aquela frase que é a maior verdade: 'Jesus Cristo foi crucificado, quem sou eu na fila do pão?'", diz.

Para ele, o ponto central está em não terceirizar a própria identidade. "A gente precisa viver com saúde mental baseado no que a gente sabe que é. Eu sei o homem que eu sou, o marido, o padrasto, o filho, o ator. Eu me pauto por isso."

E conclui, com objetividade: "Qualquer coisa para além disso não está no meu controle."

Estadão
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