Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Kristen Stewart, J.J. Abrams, David Fincher e mais assinam carta contra fusão de Warner e Paramount

Carta aberta com mais de mil assinaturas pede que Procurador-geral da Califórnia siga investigações sobre negócio de 110 bilhões de dólares

13 abr 2026 - 12h56
Compartilhar
Exibir comentários

Uma carta aberta assinada por mais de mil nomes de profissionais de Hollywood, incluindo "A-listers" como Kristen Stewart, J.J. Abrams, David Fincher, Ben Stiller, Glenn Close, Yorgos Lanthimos e Denis Villeneuve, foi publicada na manhã desta segunda-feira, 13, pedindo que a Justiça dos Estados Unidos barre a compra da Warner Bros. pela Paramount. De acordo com a carta, o negócio, que pode movimentar 110 bilhões de dólares, prejudica a "integridade, independência e diversidade de nossa indústria", com o argumento de que a fusão "prioriza os interesses de um pequeno grupo de acionistas poderosos em vez do bem do público geral".

O documento, que segue aberto à assinatura de outros profissionais da indústria, encoraja o Procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, a seguir em frente com a investigação já em andamento sobre a negociação, com a Justiça do estado "considerando ações legais para impedí-la".

"Agradecemos sua liderança e estamos a postos para apoiar todos os esforços para preservar a competição, proteger empregos e garantir um futuro vibrante para nossa indústria, a cultura norte-americana e nosso produto cultural de exportação de maior relevância", diz a carta.

Outros nomes que assinam o manifesto incluem Damon Lindelof (Watchmen), Bryan Cranston (Breaking Bad), Emma Thompson (Boa Sorte, Leo Grande), Don Cheadle (Vingadores: Ultimato), Noah Wyle (The Pitt), Tiffany Haddish (Bad Boys: Até o Fim), Joaquin Phoenix (Eddington) e Lily Gladstone (Assassinos da Lua das Flores). A lista completa de signatários, que atualmente conta com 1.034 nomes, pode ser conferida no site Blockthemerger.

A Paramount venceu a Netflix em disputa pela Warner Bros., que inicialmente havia aceitado uma proposta de US$ 82,5 bilhões da gigante do streaming. Após a proposta superior da Paramount, o negócio, que já havia sido oficializado em comunicado oficial ao público, foi desfeito.

A própria Paramount passou por uma fusão entre 2024 e 2025, quando foi comprada pela Skydance por US$ 8 bilhões.

Confira a carta completa assinada pelos profissionais de Hollywood contra a nova fusão:

"Como cineastas, documentaristas e profissionais das indústrias do cinema e da televisão, escrevemos para expressar nossa clara oposição à proposta fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery.

Essa transação consolidaria ainda mais um já concentrado cenário da mídia, reduzindo a concorrência em um momento em que nossas indústrias — e o público a quem servimos — menos podem lidar com ela. O resultado seria menos oportunidades para criativos, menos trabalhos por todo o ecossistema de produção, maiores custos e menores escolhas para o público nos Estados Unidos e no mundo. Alarmantemente, essa fusão reduziria o número de grandes estúdios norte-americanos para apenas quatro.

Nossa indústria já está sob estresse severo, muito por conta de ondas de fusões anteriores. Testemunhamos um declínio rápido no número de filmes produzidos e lançados, assim como um estreitamento dos tipos de histórias que são financiadas e distribuídas. Cada vez mais, um pequeno grupo de entidades poderosas determina o que é criado — e em quais termos —, deixando criadores e negócios independentes com menos caminhos viáveis para sustentar seus trabalhos.

Fusões de mídias têm acelerado o desaparecimento de filmes de orçamento médio, a erosão da distribuição independente, o colapso do mercado internacional, a eliminação da participação significativa nos lucros e o enfraquecimento da integridade dos créditos.

Juntos, esses fatores ameaçam o sustento de toda a comunidade criativa. Isso inclui colocar em risco a vida profissional de dezenas de milhares de trabalhadores que ajudam a criar esta comunidade com, predominantemente, pequenas empresas e companhias independentes intrínsecas a economias locais e comunidades no país todo.

Estamos profundamente preocupados pelos indícios de que apoio a essa fusão prioriza os interesses de um pequeno grupo de acionistas poderosos contra o bem do público geral. A integridade, independência e diversidade de nossa indústria seria gravemente prejudicada.

Concorrência é essencial para uma economia e uma democracia saudáveis. Assim, é necessário ponderar sua regulamentação e fiscalização. As fusões de mídia já enfraqueceram uma das indústrias mais vitais dos Estados Unidos — uma que há muito tempo molda a cultura e conecta pessoas por todo o mundo.

Felizmente, alguém está fazendo algo sobre isso. O Procurador-geral da Califórnia Rob Bonta e seus colegas de outros estados estão investigando a fusão e considerando tomar ações legais para impedi-la. Agradecemos sua liderança e estamos a postos para apoiar todos os esforços para preservar a competição, proteger empregos e garantir um futuro vibrante para nossa indústria, a cultura norte-americana e nosso produto cultural de exportação de maior relevância."

Estadão
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra