Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

De tanque com ondas a histórias de família: como '100 Dias' recria travessia a remo de Amyr Klink pelo Atlântico para além do livro

O diretor Carlos Saldanha, o ator Filipe Bragança e o navegador brasileiro Amyr Klink contam bastidores das filmagens

16 ago 2026 - 04h58
Compartilhar
Exibir comentários
Carlos Saldanha e Filipe Bragança revelam curiosidades de '100 Dias',filme sobre Amyr Klink:

Com estreia marcada para 29 de outubro nos cinemas, o filme 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha e estrelado por Filipe Bragança, utilizou um tanque enorme, equipado com máquinas de ondas e de vento, dentro de um estúdio para recriar a maior parte das cenas no mar. O longa revisita a jornada do navegador brasileiro Amyr Klink em alto-mar em 1984, quando se tornou a primeira pessoa a atravessar o oceano Atlântico Sul sozinho em um barco a remo. Ao Terra, o diretor e o ator detalharam os bastidores das gravações.

"Esse filme tem muita coisa de animação, uma animação mais realista, porque a gente tem que criar baleia, tubarão, golfinho. As situações reais que aconteceram com o Amyr a gente teve que criar no mundo virtual. A gente montou um tanque em São Paulo, e quando filmava com o Filipe lá, na máquina de ondas, era tudo azul em volta, então a gente teve que recriar todas essas cenas. E, no mar mesmo, a gente só filmou uma semana. Foi um desafio muito legal de poder fazer, brincar com essa tecnologia", conta Saldanha.

Filipe também revela que precisou usar a imaginação nas cenas dentro do tanque e sentiu que voltou a ser criança durante as gravações. "Eu percebi que eu estava brincando, estava imaginando um mundo que não estava ali. Eu tinha que imaginar as baleias, os golfinhos, o oceano, o céu, as nuvens e tudo. Senti que eu estava voltando a ser criança também, isso foi muito prazeroso, estava existindo um mundo de fantasia ali durante as filmagens, e isso foi muito especial."

Saldanha, o diretor do filme, é consagrado por grandes universos animados e responsável por sucessos como A Era do Gelo e Rio. Ele diz que sempre foi apaixonado pela história de Amyr, o que fez com que sentisse que esse era um projeto ideal para fazer um live-action -- produções que utilizam atores reais e cenários físicos em vez de animações.

"Eu li o livro quando era mais adolescente e sempre fui fã do Amyr, gosto dessa coisa da aventura, da viagem, do mar. E quando me ofereceram a oportunidade de fazer esse filme, achei que, se eu fosse fazer um filme de live-action no Brasil, esse seria um filme perfeito para mim, porque poderia criar o mundo do mar, aquela coisa toda, e, ao mesmo tempo, contar uma história emocionalmente que me pegasse", explica.

Carlos Saldanha, Amyr Klink, Filipe Bragança e Justine Otondo
Carlos Saldanha, Amyr Klink, Filipe Bragança e Justine Otondo
Foto: Divulgação

O que o filme traz além do livro?

Embora a obra cinematográfica seja inspirada no livro Cem Dias Entre Céu e o Mar, escrito pelo próprio Amyr Klink, Saldanha afirma que algumas partes do filme não estão no livro e são frutos de conversas que ele e a equipe tiveram com o navegador, amigos e familiares.

"Quando conversava com o Amyr, queria saber como foi essa cena que ele mergulhou para tirar as cracas do fundo do mar, coisas técnicas, como que fazia para dar nó, e ele explicava para gente, para o Filipe, como é que ia no banheiro. Essas coisas, a gente tinha curiosidade porque não está no livro, e algumas entraram na história", comenta.

"Mas a parte emocional dele, da família, da mãe, do pai, do irmão, essas coisas não estão totalmente no livro. Isso eu consegui inserir na história através das conversas não só com o Amyr, mas também com os amigos e a família dele. Foi muito legal isso. É um trabalho paralelo ao livro que entrou no filme para dar um contexto melhor na história, além da aventura, da execução da travessia em si", acrescenta.

Ao Terra, Amyr destaca que ficou muito impressionado com o resultado: "É um livro difícil de ser transformado no cinema, mas acho que foi exatamente a dificuldade que fez com que o filme fosse muito feliz. Fiquei muito impressionado, porque tem várias situações que o texto escrito [no livro] não consegue transmitir, e o Saldanha foi muito feliz. O filme, claro, é o recorte de uma história, mas, para mim, também é uma nova história. Eles foram muito cuidados em selecionar os eventos impressionantes, emocionantes. O cinema tem essa magia na grande tela de poder mostrar coisas para as quais não existem palavras."

12 kg a menos, isolamento: Filipe Bragança detalha preparação intensa para interpretar Amyr Klink:

Filme 100 Dias

Com roteiro de Elena Soarez e Thais Tavares, o longa retrata a histórica expedição realizada pelo navegador, sozinho no mar, em um barco desenhado por ele mesmo. Há 42 anos, em 10 de junho de 1984, o navegador partia da cidade de Lüderitz, na Namíbia, país na África, rumo a uma travessia considerada impossível para a época.

Cem dias depois, em 18 de setembro, ele desembarcava primeiro na Praia da Espera, depois em Salvador, na Bahia. Mais do que retratar a travessia pelo Atlântico Sul, o filme acompanha a jornada de um homem confrontado por seus medos, limites e inseguranças.

Além de Filipe Bragança na pele de Amyr, o elenco reúne a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu no papel de Asa Klink, mãe do navegador; Felipe Camargo como Jamil Klink, pai de Amyr; e João Vitor Silva interpretando Tymur Klink, irmão do navegador.

A repórter viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026.

📊 Fofoca Awards: vote nos seus favoritos
Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra