'Barbie 2' pode não acontecer em meio a disputas contratuais; entenda
Longa da boneca consagrou-se como maior sucesso de bilheterias da história da Warner Bros. ao faturar U$1,4 bilhão
Após o sucesso histórico de Barbie, a sequência do longa de Greta Gerwig, com Margot Robbie e Ryan Gosling, pode não ser produzida. Uma reportagem do The New York Times apurou que o principal motivo por trás seriam valores exigidos nos contratos dos artistas e a revista Variety ouviu fontes ligadas à produção.
Após o anúncio do jornal de que o cancelamento da sequência era uma possibilidade, houve estranhamento, pelo fato de Barbie ter se tornado o caso de maior sucesso da Warner Bros., ao faturar mais de US$ 1,4 bilhão nas bilheterias.
O principal contrário à assinatura dos contratos e negociações seria David Zaslav, diretor executivo e presidente do estúdio. Confira abaixo as questões que envolvem um possível cancelamento de Barbie 2.
Valores considerados muito altos
Além de Gerwig, Robbie e Goslig, a equipe criativa de Barbie ainda conta com o co-roteirista Noah Baumbach. O grupo já teria recebido mais de seis propostas, nenhuma delas seguida adiante.
A mais recente - com um dinheiro capaz de "mudar vidas", segundo fonte - foi rejeitada. Outra pessoa ouvida contesta declara que, apesar de os valores oferecidos aos quatro serem altos somados, eles não são tão altos se considerados individualmente.
Problemas contratuais e direitos atuais
O estúdio enfrenta uma corrida contra o tempo, já que podem perder os direitos autorais da boneca, que devem retornar para a Mattel. O estúdio tem quatro meses para entrar em desenvolvimento ativo. Caso não haja a assinatura de novos contratos, a Mattel não poderá usar nada do que foi trabalhado no longa original, de forma a ser necessário reiniciar o universo.
Segundo a Variety, Gerwig e Baumbach possuem material para uma sequência, mas ele será revelado apenas em caso de assinatura do contrato.
Mas, por que uma sequência não estava inclusa no contrato?
A reportagem do jornal americano apurou que não havia nada referente a uma sequência nos contratos assinados para o filme original.
Gerwig não queria se comprometer a ter que trabalhar um segundo filme. E a Warner também não se opôs, já que a diretora tinha, à época, um currículo mais curto e sem blockbusters.
Os cachês da equipe
Segundo fontes, a equipe teria exigido o cachê mais a participação nos lucros. Ryan Gosling estaria pedindo um salário de US$ 20 milhões (cerca de R$103 milhões).
Ainda segundo a Variety, o único opositor aos valores exigidos é Zaslav, e uma fonte próxima ao estúdio declarou que a única chance de uma sequência existir, é se a Warner Bros. aceitar os termos.
Uma luz no fim do túnel
Apesar dos indicativos não serem tão otimistas, Barbie ainda pode ter um final feliz com David Ellison, dono da Paramount Skydance. Caso a compra da Warner pela empresa seja concluída, o magnata poderia reativar os direitos da Mattel e garantir a equipe.
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