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50ª Mostra de SP traz documentário sobre Elon Musk, vencedor de Cannes e 380 filmes; veja destaques

Festival acontece entre 15 e 29 de outubro e reúne mistura de títulos premiados em festivais, pequenas pérolas e grandes restaurações

18 out 2026 - 14h05
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Resumo
A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta quinta-feira, reunindo 380 filmes de 93 países até o dia 29. Celebrando cinco décadas de resistência cultural, o evento homenageia o diretor James Gray, traz clássicos restaurados e exibe obras premiadas e controversas, como o documentário sobre Elon Musk. Com sessões em 57 salas da capital, a programação inclui mostras infantis e de séries, reforçando sua democratização por meio de parcerias com o streaming e circuitos gratuitos.

A partir desta quinta-feira, 15, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo inicia sua 50ª edição em salas de toda a capital paulista. Até o próximo dia 29, serão exibidos 380 curtas e longa-metragens de 93 países.

Destaques da programação deste ano incluem Musk, controverso documentário sobre o trilionário Elon Musk; Fjord e Mulher Desconhecida, vencedores de Cannes e Veneza, respectivamente; e uma retrospectiva da carreira de James Gray, homenageado do ano. O diretor abrirá a 50ª Mostra com seu novo filme Tigre de Papel, cuja primeira sessão será seguida de uma conversa com Gray e Walter Salles.

O evento também recebe outros convidados ilustres, como o diretor indiano S.S. Rajamouli, do fenômeno RRR, e Boots Riley, que traz seu novo longa, I Love Boosters.

A 50ª Mostra ainda contará com iniciativas que lembrarão a longa história do evento, como o lançamento dos livros Antes que eu Me Esqueça: Um Ensaio de Lembranças para os 50 Anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, da diretora Renata de Almeida, e 50 Anos, 50 Cartazes: A História dos Cartazes da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Novo filme de James Gray, 'Tigre de Papel' abre a 50ª Mostra de SP
Novo filme de James Gray, 'Tigre de Papel' abre a 50ª Mostra de SP
Foto: Diamond Films/Divulgação / Estadão

Há ainda duas exposições: Tempo e movimento: Os 50 anos da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que reúne fotos históricas no Solar Fábio Prado, e STEPS, com fotografias de escadas feitas pelo cineasta Abbas Kiarostami. Esta segunda acontece no MIS.

"É incrível você imaginar que um evento existe há 50 anos e ainda tem gente que acha que ele é significativo", disse Renata de Almeida, que dirige a Mostra desde 2011, ao Estadão.

Celebrando o público jovem que "está se aventurando pela sala de cinema", Renata reforça que, mais do que trazer produções atuais de todo o mundo, o festival também é uma forma de celebrar a história e a evolução do cinema mundial. "Sempre tem uma nova geração chegando. E a gente, para entender os filmes de hoje, é muito bacana você também ver os filmes antigos, você entender como o cinema chegou aqui."

Parte deste esforço de preservar a história chega, nesta edição, com a versão restaurada de Aurora, clássico de 1927 dirigido por F.W. Murnau, que será exibido com trilha sonora ao vivo executada pela Orquestra Brasil Jazz Sinfônica no Teatro Cultura Artística, que recebe também outras sessões da Mostra. "Acho que é o restauro mais importante do ano", disse Renata.

Entre outras restaurações notáveis da Mostra estão a de A Casa no Bosque, série de Maurice Pialat, e a das obras do mestre chileno Patricio Guzmán, que morreu em setembro, aos 85 anos: O Primeiro Ano (1972) e A Batalha do Chile (1975-1979).

50 anos de resistência cultural

Com sua primeira edição realizada em 1977, durante a ditadura militar, a Mostra de São Paulo se tornou um símbolo de resistência cultural, trazendo um olhar global a um mercado dominado por títulos hollywoodianos ou sancionados pelo regime.

"A curadoria também é um ato de resistência, de enfrentamento", disse Renata. Musk, de Alex Gibney, chegou a ter anúncios de sua distribuidora americana recusados por YouTube, TikTok e Meta, dona do Instagram e do Facebook; a diretora afirma que a exibição do documentário poderia "prejudicar a Mostra", mas que essa não é uma questão considerada durante a seleção. "A curadoria sempre tem que ser corajosa, desafiar. A gente tem que acreditar que a gente vive numa democracia e que as coisas podem ser discutidas de uma maneira civilizada."

"Esse pensamento é o que a Mostra tem que ter, um pensamento de resistência, que ela não pode se acovardar. E por 50 anos, a gente já viveu muitos altos e baixos."

'Musk', de Alex Gibney, é destaque da programação da Mostra de SP
'Musk', de Alex Gibney, é destaque da programação da Mostra de SP
Foto: Black Bear/Divulgação / Estadão

Ampliação de programação e público

Em 1977, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo contava com 25 títulos, apenas uma fração dos 380 selecionados para 2026. Neste ano, a curadoria do festival recebeu mais de 1,7 mil inscrições, todas analisadas por uma equipe que redige relatórios e pesquisas sobre as produções antes de enviar as anotações para Renata.

"A tecnologia, por um lado, ela facilitou muito [a curadoria], mas, por outro lado, ela aumentou muito o trabalho", disse a diretora, lembrando que, por anos, a seleção era feita por ela e Leon Cakoff, que viajavam para festivais de cinema ao redor do mundo para trabalhar na programação. Cakoff, fundador da Mostra e marido de Renata, morreu em 2011, aos 63 anos.

"Os filmes que passavam no festival de Berlim eram novidades na Mostra. Hoje, a gente apresenta muitos filmes de Veneza, que acabou de acontecer. E aí, com o tempo, foi mudando. Primeiro, veio o VHS, a gente poderia selecionar alguns filmes por VHS, mas também demorava para chegar. Depois, o DVD. E agora, existe o link."

Uma das grandes razões por trás do alto número de inscrições está em sua gratuidade. Diferentemente de outros festivais, a Mostra de São Paulo não cobra taxa a produtores e distribuidores, democratizando as sessões para além de filmes que já garantiram distribuição mundial.

Pôster oficial da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, assinado por James Gray
Pôster oficial da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, assinado por James Gray
Foto: Mostra de SP/Divulgação / Estadão

O aumento da lista de títulos disponibilizados também resultou num grande crescimento e renovação do público. E, embora o cinema mundial já seja mais comum na vida do brasileiro, eventos como a Mostra seguem sendo vistos como limitados aos tipos mais clichês de cinéfilos.

"A gente é muito colonizado culturalmente, com o risco de ficar até mais", diz Renata. "O cinema norte-americano é ótimo, mas existem outros cinemas, outras estruturas, outras formas de pensar."

O cinema iraniano foi usado como exemplo por Renata, que contou como a arte mudou sua visão sobre o Irã, moldada pela mídia Ocidental.

"A imagem que a gente tinha [anos atrás] era da radicalização islâmica, esquecíamos que o Irã é uma cultura milenar, persa", disse a diretora. "O cinema iraniano traz toda essa bagagem cultural."

"Você mostra um outro lado do Irã, que é uma surpresa [para muitos]", seguiu. "Tanto que o cinema que eles conseguiam fazer naquela época era cinema muito protagonizado por crianças, porque era um jeito de você falar de várias questões num país que tinha uma repressão muito grande."

"Um filme do Cazaquistão, um filme da Mongólia…Eles tiveram toda a carga do cinema soviético também, que é um cinema muito antigo. Então, a gente esquece que outras civilizações tiveram uma cultura até muito mais antiga que os EUA, que também são um país jovem."

A abrangência da Mostra não para no cinema dito cult. Nos últimos anos, o evento tem contado com a Mostrinha, seleção de filmes infantis que, este ano, conta com 21 títulos nacionais e internacionais, e o Mostra em Série, que traz produções televisivas antigas e contemporâneas.

"A gente sempre apresentou séries", lembra Renata. "[Rainer Werner] Fassbinder fazia séries. A gente apresentou a primeira temporada de The Kingdom, do Lars von Trier, logo que saiu, elas só não eram 'embaladas' como Mostra em Série."

"Agora, contendo mais séries, com valores cinematográficos, a gente sentiu essa necessidade de ter esse espaço também. Mas tem uma seleção, um cuidado."

A Mostra e o streaming

O crescimento da Mostra nestas cinco décadas recebeu uma ajuda inusitada nos últimos anos: o streaming. A Netflix, por exemplo, dedica um prêmio a produções brasileiras que ainda não tenham contrato com nenhuma plataforma.

"Existe uma questão com a exibição, aí tem que se discutir, tem que regular, outras coisas. Mas você não pode falar que a Netflix é ruim em si", opinou Renata, lembrando que O Irlandês, de Martin Scorsese, e Roma, de Alfonso Cuarón, "existem graças à Netflix". "Ela é muito importante para o cinema, está financiando esses filmes, no Brasil também, e ela está trazendo várias outras línguas, as pessoas estão acostumando os ouvidos."

"O prêmio Netflix é muito bacana, porque a gente sempre trouxe todas as línguas para o Brasil, e agora estamos colaborando, com esse prêmio, para levar nossa língua para fora do País." O filme vencedor é disponibilizado na Netflix, para assinantes do mundo inteiro. O ganhador do ano passado foi Virtuosas, que chegou há pouco aos cinemas.

Renata ainda compartilha uma anedota interessante sobre a ligação entre o streaming e as telonas. "O pessoal da MUBI [serviço dedicado ao cinema independente] fala que há filmes que, quando entram lá, a pessoa acaba indo para a sala de cinema para ver depois."

"Como a gente tem que estar atento aos filmes novos, a gente tem que estar atento ao mundo novo também — com os seus problemas e com as suas vantagens. E tentar tirar o melhor desse mundo que nos cerca", conclui.

O que assistir na 50ª Mostra de SP

Como explicou Renata, há anos a Mostra usa suas sessões para trazer um olhar mais íntimo à realidade mundo afora. Em sua 50ª edição, não seria diferente, com dramas e documentários sobre os pormenores da geopolítica, a vida de sobreviventes de guerra e problemas sociais.

Confira abaixo cinco títulos imperdíveis da 50ª Mostra de SP:

Tigre de Papel

  • Direção: James Gray
  • Sessões: 15/10, às 19h, na Solar Sala Petrobras; 16/10, às 18h45, no Espaço Petrobras de Cinema; 27/10, às 21h, na Cultura Artística

Sinopse: Tigre de Papel acompanha a história de dois irmãos em busca do sonho americano. Enquanto o engenheiro Irwin Pearl construiu uma família com Hester, Gary seguiu carreira na polícia. Quando Gary apresenta ao irmão uma oportunidade de negócio boa demais para ser verdade, os dois se envolvem com o perigoso mundo da máfia russa, e os laços familiares começam a se romper, com consequências que mudam suas vidas para sempre. Exibido no Festival de Cannes.

Feito Pipa

  • Direção: Allan Deberton
  • Sessões: 21/10, às 21h, na Cultura Artística; 29/10, às 17h, no CineSesc

Sinopse: Gugu é um menino de quase 12 anos, sonhador e apaixonado por futebol, que vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa, sem se preocupar com os julgamentos dos moradores da cidade. A relação do garoto com o pai Batista é difícil, feita de ausências, expectativas e afetos não ditos. Avó e neto moram sozinhos ao lado da barragem de Araújo Lima que, após anos de seca, começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, trazendo à tona lembranças que mudaram a vida da família. Vencedor do Urso de Cristal e do Grande Prêmio do Júri Internacional na seção Generation Kplus do Festival de Berlim.

A Terra do Meu Pai

  • Direção: Pawel Pawlikowski
  • Sessões: 18/10, às 15h10, na Reserva Cultural; 19/10, às 21h30, no CineSesc; 20/10, 17h15, no Solar Sala Petrobras

Sinopse: No verão de 1949, no ápice da Guerra Fria, o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Thomas Mann e sua filha Erika embarcam em uma emocionante viagem a bordo de um Buick preto pelas ruínas da Alemanha, partindo de Frankfurt sob domínio estadunidense até a Weimar sob controle soviético. De volta ao lar após 16 anos de exílio nos EUA, o escritor é forçado a confrontar não apenas os destroços de uma nação dividida, mas também as feridas irremediáveis de sua própria família. Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes.

Aos 13 em Gaza

Cena de 'Aos 13 em Gaza', exibido na 50ª Mostra de SP
Cena de 'Aos 13 em Gaza', exibido na 50ª Mostra de SP
Foto: MAD World/Divulgação / Estadão
  • Direção: Hosam Abu Dan
  • Sessões: 15/10, 14h, no Cine Tutu; 16/10; às 20h45, no Instituto Moreira Salles - Paulista; 20/10, às 17h50, no Espaço Petrobras de Cinema; 21/10, às 12h, na Cultura Artística

Sinopse: Gaza, 2025. Raghad, de treze anos, e seu pai, Abu Raghad, enfrentam o deslocamento forçado após um bombardeio devastador. Enquanto a garota se torna mulher em um acampamento superlotado, sem privacidade nem cuidados básicos, o pai recorre ao mercado negro para garantir a sobrevivência de ambos. Ao longo dessa jornada, o filme traça um retrato íntimo das marcas invisíveis que a guerra deixa na dignidade pessoal, nos laços sociais e na inocência infantil. Exibido no Festival de Toronto.

Dragões

  • Direção: Miguel Antunes Ramos
  • Sessões: 23/10, às 18h20, no Cinesesc; 26/10, às 13h, na Reserva Cultural

Sinopse: Um mergulho nas imagens que moldaram o mito político de Jair Bolsonaro, de seus primeiros vídeos no YouTube até o fim de seu mandato. Ao longo de noites em claro, um narrador deriva pelo fluxo de lives, selfies e discursos de Bolsonaro, em busca da lógica de um poder forjado nas imagens e através delas. Ao confrontar esse regime visual com a iconografia oficial brasileira, o filme investiga como o poder é entendido, repetido e afirmado através das imagens, em uma época em que a política se dá cada vez mais nas telas.

Musk

  • Direção: Alex Gibney
  • Sessões: 19/10, às 19h30, e 26/10, às 15h30, no Cinesystem Belas Artes Frei Caneca; 29/10, às 17h15, no Cine Belas Artes

Sinopse: Um olhar incisivo por trás da lenda de Elon Musk, o mais celebrado "inventor-empreendedor" do mundo, que exerce enorme influência sobre o mundo que vivemos. Exibido no Festival de Veneza.

Ingressos e programação

Com início nesta quinta-feira, a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo conta com sessões diárias espalhadas por 57 salas, com preços que variam de acordo com o dia da semana. Às segundas, terças, quartas e quintas, o ingresso custará R$26, com meia-entrada a R$13. De sexta a domingo, os valores sobem, respectivamente, para R$32 e R$16. As vendas começam quatro dias antes de cada sessão.

A Mostra também oferece pacotes de ingressos, distribuídos nas seguintes categorias e preços:

  • Permanente Integral (todos os dias, qualquer hora´rio e sessões especiais): R$ 640,00
  • Permanente Especial (para sesso~es de 2ª a 6ª feira até a`s 17h55, inclusive - não contempla finais de semana nem sesso~es noturnas): R$ 160,00
  • Pacote de 40 ingressos: R$ 440,00
  • Pacote de 20 ingressos: R$ 270,00

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial da Mostra de São Paulo. A programação completa, separada por filme, diretor ou sessão, também está disponível pela página.

Salas

Confira abaixo as salas de cinema que receberão sessões da Mostra:

  • CINE BELAS ARTES (R. da Consolação, 2423 - Consolação)
  • CINE SATO (R. São Joaquim, 381 - Liberdade)
  • CINE SATYROS BIJOU (Praça Franklin Roosevelt, 172 - Consolação)
  • CINE SEGALL - MUSEU LASAR SEGALL (R. Berta 111 - Vila Mariana)
  • CINE TUTU (R. Girassol, 555 - Vila Madalena)
  • CINEMATECA BRASILEIRA (Largo Sen. Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino)
  • CINESALA (R. Fradique Coutinho, 361 - Pinheiros)
  • CINESESC (R. Augusta, 2075 - Cerqueira César)
  • CINESYSTEM BELAS ARTES FREI CANECA (Shopping Frei Caneca, R. Frei Caneca, 569 - Consolação)
  • CULTURA ARTÍSTICA (R. Nestor Pestana, 196 - Consolação)
  • ESPAÇO PETROBRAS DE CINEMA (R. Augusta, 1475 - Consolação)
  • IMS Paulista (Av. Paulista, 2424 - Bela Vista)
  • MIS (Av. Europa, 158 - Jardim Europa)
  • RESERVA CULTURAL (Av. Paulista, 900 - Bela Vista)
  • SALA PETROBRAS NA MOSTRA - SOLAR FÁBIO PRADO (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano)

Circuito com valores populares:

  • Spcine OLIDO (Av. São João, 473 - Centro Histórico de São Paulo)
  • CCSP - Centro Cultural São Paulo | Sala Paulo Emílio (Rua Vergueiro, 1000 - Liberdade)

Circuito gratuito:

  • BULEVAR DO RÁDIO (Av. Paulista, 119 - Bela Vista)
  • CINUSP (R. do Anfiteatro, 109 - Butantã)
  • ITAÚ CULTURAL (Av. Paulista, 149 - Bela Vista)
  • TEATRO SÉRGIO CARDOSO (Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista (Bixiga)

Circuito SPCine (gratuito):

  • Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Avenida Inácio Monteiro, 6900 - Cidade Tiradentes)
  • CEU Aricanduva (Rua Olga Fadel Abarca, s/n - Vila Aricanduva)
  • CEU Barro Branco (Rua Salvador Vigano, 100 - Cidade Tiradentes)
  • CEU Butantã (Av. Eng. Heitor Antonio Eiras Garcia, 1870 - Jardim Esmeralda)
  • CEU Caminho do Mar (Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, 5241 - Jabaquara)
  • CEU Carrão (Rua Monte Serrat, 380 - Tatuapé)
  • CEU Feitiço da Vila (Rua Feitiço da Vila, 399 - Chácara Santa Maria)
  • CEU Freguesia do Ó (Rua Crespo de Carvalho, 71 - Freguesia do Ó)
  • CEU Jaçanã (Rua Francisca Espósito Tonetti, 105 - Jaçanã)
  • CEU Jambeiro (Avenida José Pinheiro Borges, 60 - Guaianases)
  • CEU Meninos (Rua Barbinos, 111 - São João Clímaco)
  • CEU Parque do Carmo (Rua Guerra de Aguiar, 63-237 - Itaquera)
  • CEU Parque Novo Mundo (Av. Ernesto Augusto Lopes, 100 - Parque Novo Mundo)
  • CEU Parque Veredas (Rua Daniel Muller, 347 - Itaim Paulista)
  • CEU Paz (Rua Daniel Cerri, 1549 - Jardim Paraná)
  • CEU Perus (Rua Bernardo José de Lorena, s/n - Perus)
  • CEU Pinheirinho (Rua Camillo Zanotti, s/n - Jaraguá)
  • CEU Quinta do Sol (Av. Luiz Imparato, 564 - Parque Cisper)
  • CEU São Miguel (Rua José Ferreira Crespo, 475 - São Miguel Paulista)
  • CEU São Pedro (Rua Professora Lucila Cerqueira, 124 - Itaquera)
  • CEU São Rafael (Rua Cinira Polônio, 100 - Parque São Rafael)
  • CEU Taipas (Rua João Amado Coutinho, 240 - Parada de Taipas)
  • CEU Tremembé (Rua Adauto Bezerra Delgado, 94 - Tremembé)
  • CEU Três Lagos (Rua Maria Moura da Conceição, s/n - Grajaú)
  • CEU Vila Alpina (Rua João Pedro Lecór, 144 - Vila Alpina)
  • CEU Vila Atlântica (Rua José Venâncio Dias, 840 - Pirituba)
  • CEU Vila do Sol (Avenida dos Funcionários Públicos, 369 - Vila do Sol)

Sessões especiais:

  • SALA SÃO PAULO (Praça Júlio Prestes, 16 - Campos Elíseos)
Estadão
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