'Dzi Croquettes' relembra contracultura dos anos 1970
O documentário
Dzi Croquettesjá chega na programação do CineBH com dois prêmios no currículo: foi o vencedor da categoria pelo Júri Oficial e Popular no Festival do Rio, junto com
Reidy, a Construção da Utopia.
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"Foi muito emocionante. Fizemos esse filme na garra mesmo. E o legal é que a vitória foi pelo voto popular. Na première carioca do filme vimos que todo mundo se emocionou muito, as pessoas saíram aos prantos", diz Raphael Alvarez, que dirigiu, com Tatiana Issa, o longa , exibido no Cine Santa Tereza - "Em Belo Horizonte estou curioso para ver a resposta do público".
O documentário resgata a história do grupo Dzi Croquettes, dançarinos que se apresentavam vestidos de mulher na época da ditadura e se tornaram símbolo da contracultura brasileira.
"Eles foram muito famosos na época, causaram muito burburinho e influenciaram toda a classe artística, como Marília Pêra e Cláudia Raia. Foram perseguidos pela ditadura e se mudaram para Paris".
Alvarez conta que não encontrou nenhum material audiovisual deles no Brasil. Teve de buscar na Alemanha o super-8 de um ensaio, único registro audiovisual dos dançarinos. Ele assume que não conhecia os Croquettes até Tatiana, filha de Américo Issa, cenógrafo do grupo, convidá-lo para o projeto.
"Ela morou com eles em Paris quando tinha 2 anos e sempre teve lembrança dessas figuras, desses homens que se vestiam de mulher mas pensavam como machos".