"Daqui a pouco completo 50 anos e a gente reflete": Rodrigo Santoro abre Festival de Cinema de Gramado com homenagem e filme premiado fora do Brasil (Entrevista)
No Festival de Gramado, Rodrigo Santoro fala com o AdoroCinema sobre O Último Azul, premiado em Berlim e com estreia marcada no Brasil.
Vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim, O Último Azul, de Gabriel Mascaro, chegou ao Brasil com sessão especial na abertura do Festival de Cinema de Gramado 2025. Com protagonismo memorável de Denise Weinberg, o longa conta ainda com participação de destaque de Rodrigo Santoro, também homenageado pelo Festival com o Kikito de Cristal, troféu que celebra artistas com carreiras de destaque dentro e fora do país.
Em entrevista exclusiva ao AdoroCinema, Rodrigo conta como a temática de O Último Azul também se conecta com ele de forma pessoal hoje, aos 49 anos de idade. "Quando eu era garoto e pensava nos 50 anos, tinha uma imagem completamente diferente, o que eu acho que quer dizer muito sobre este tabu ao redor dos 50. E estamos falando de uma releitura, né? Acho que a beleza, hoje em dia, é exclusivamente conectada, direcionada à juventude", reflete.
O Último Azul reflete sobre o que é envelhecer em sociedade
No filme dirigido por Gabriel Mascaro, acompanhamos a história de Tereza (Weinberg), uma mulher de 77 anos que habita um Brasil distópico, em que o governo despacha todos os idosos para colônias isoladas da sociedade, com o objetivo de otimizar a cadeia de produção econômica. A trama se movimenta quando Tereza decide tentar fugir dessa captura e embarca em uma jornada aventureira, marcada por personagens peculiares no caminho - Santoro é um deles.