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"Crô ultrapassou o preconceito", diz Marcelo Serrado sobre personagem

13 nov 2013 - 17h03
(atualizado às 17h04)
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Protagonizado pelo personagem que mais se destacou na novela 'Fina Estampa', exibida pela TV Globo entre 2011 e 2012, 'Crô - O Filme' teve sua coletiva de lançamento na capital paulista nesta quarta-feira (13), no Hotel Staybridge
Protagonizado pelo personagem que mais se destacou na novela 'Fina Estampa', exibida pela TV Globo entre 2011 e 2012, 'Crô - O Filme' teve sua coletiva de lançamento na capital paulista nesta quarta-feira (13), no Hotel Staybridge
Foto: Francisco Cepeda / AgNews

Crodoaldo Valério está de volta. Mas pode chamar só de Crô. Um dos mais populares personagens de telenovelas dos últimos anos, o afetado melhor amigo da malvada Theresa Cristina (Cristiane Torloni) em Fina Estampa, de Aguinaldo Silva, é o protagonista de Crô - O Filme, longa-metragem dirigido por Bruno Barreto que pega carona no sucesso do mordomo nas telinhas. A produção estreia nos cinemas brasileiros no próximo dia 29 de novembro.

"Uma coisa que eu achei muito legal na pré-estreia foi que tinha muita criança lá. Elas amam o Crô", se divertiu o ator Marcelo Serrado, 46 anos, durante a coletiva de lançamento do filme em São Paulo, nesta quarta-feira (13), no Hotel Staybridge. "O Crô ultrapassou o preconceito."

O retorno do mordomo, desta vez nas telonas, segue uma tendência antiga de levar personagens marcantes da televisão para o cinema. Nos EUA, a prática é comum há anos. No Brasil, tem ganhado força. Ocorreu, por exemplo, com o picareta Giovanni Improtta, também criação de Aguinaldo Silva, que, depois do sucesso em Senhora do Destino, ganhou filme próprio, batizado com seu nome e estrelado e dirigido por José Wilker. E ninguém em Fina Estampa foi mais marcante do que Crô - que volta renovado.

"Ele está aprendendo inglês, está rico. Acho que isso muda a proporção do personagem. Ele está deprimido. Eu tinha uma amiga riquíssima que quebrava a casa inteira porque não tinha o que fazer. E ele está nessa: não tem o que fazer. Precisa criar. Aí ele encontra a Carol, que para ele é o máximo da maldade. E ele gosta de uma mulher má", explica Serrado, que nas telonas terá Carolina Ferraz como a substituta de Torloni em sua necessidade de ter sempre uma "amiga do mal". 

"Ele acha charmoso mulheres bonitas fazendo maldade", Ferraz opinou, ressaltando a leveza com que filmou as cenas como a vilã da vez. "O grande barato é se soltar. Se jogar. Eu ria sozinha. É tudo absurdo como intérprete. Nem tentei humanizar a (personagem) Vanusa. Sei que ela é terrível."

Para tornar Crô mais atual, Serrado voltou a consultar personalidades da comunidade gay, como Hugo Gloss e Katylene. Assim, expressões como "pega seu bilhete único e vai ser feliz" ganharam força nas telas, fazendo companhia a outras já utilizadas na novela, como "nem morta" e "por mil Britney Spears".

Apesar disso, e de todas as características que dão a Crô uma personalidade claramente homossexul, Barreto nega que o personagem seja gay. E, para ele, teria sido esse o fator que gerou tamanho sucesso a Crodoaldo.

"Ele é pansexual. E por isso agrada", disse o diretor, usando essa característica para justificar o fato de o longa não conter sequer um beijo entre dois homens. "É uma comédia para a família. Essa coisa de bicha louca está na tradição da comédia, da chanchada. É um filão. Então não cabia. Não fazia parte do contexto", resumiu.

Fonte: Terra
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