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Chefão da Pixar defende corte de trama LGBTQ+ em 'Elio': 'Não gastamos milhões de dólares em terapia'

Pete Docter afirma que estúdio quis evitar temas que crianças ainda não discutiram com os pais

9 mar 2026 - 11h00
(atualizado às 11h06)
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O chefe criativo da Pixar, Pete Docter, defendeu o motivo do estúdio ter decidido retirar elementos LGBTQ+ da versão final da animação Elio, lançada em 2025. Segundo ele, a decisão fez parte de uma ampla reformulação criativa realizada após uma sessão de teste com o público em 2023.

Chefão da Pixar defende corte de trama LGBTQ+ em 'Elio' 'Não gastamos milhões de dólares em terapia' (Divulgação)
Chefão da Pixar defende corte de trama LGBTQ+ em 'Elio' 'Não gastamos milhões de dólares em terapia' (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

Em entrevista ao The Wall Street Journal, Docter afirmou que a intenção era evitar abordar temas que algumas crianças ainda não tiveram a oportunidade de discutir com seus pais. "Estamos fazendo um filme, não centenas de milhões de dólares em terapia", disse o executivo.

A história acompanha Elio, um garoto solitário apaixonado por espaço que acaba sendo transportado para uma organização interplanetária após ser confundido com o líder da Terra. No local, ele precisa lidar com criaturas alienígenas excêntricas e encontrar seu lugar no universo.

O projeto foi inicialmente desenvolvido pelo diretor Adrian Molina, que baseou parte da narrativa em sua própria infância. No entanto, após a exibição-teste em 2023 — na qual o público disse ter gostado do filme, mas não o suficiente para vê-lo nos cinemas — o estúdio promoveu mudanças profundas. Molina deixou a direção, e o longa passou para as mãos de Domee Shi e Madeline Sharafian.

De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, todas as referências à sexualidade do protagonista foram removidas. Entre os elementos cortados estavam uma bicicleta rosa pertencente ao personagem e uma cena em que ele imaginava formar uma família com um garoto por quem tinha uma paixão.

Apesar das mudanças, o desempenho comercial de Elio ficou aquém do esperado. O filme estreou com apenas US$ 20,8 milhões na bilheteria doméstica e US$ 14 milhões no mercado internacional. Ao final da exibição nos cinemas, acumulou cerca de US$ 150 milhões no mundo — valor equivalente ao custo de produção, estimado em US$ 150 milhões, sem contar os gastos de marketing. Segundo o Wall Street Journal, a The Walt Disney Company teria registrado prejuízo superior a US$ 100 milhões com o projeto.

Alterações recorrentes

A presença de personagens e histórias LGBTQ+ em produções da Pixar historicamente enfrenta dificuldades dentro da empresa. Até hoje, o único trabalho do estúdio focado diretamente nesse tema é o curta Out, lançado no streaming Disney+.

Outros projetos recentes também passaram por ajustes semelhantes. Em 2024, foi revelado que a série Win or Lose teve reduzida uma trama envolvendo uma personagem transgênero. A decisão seguiu a mesma justificativa: permitir que pais escolham quando e como abordar determinados assuntos com seus filhos.

Debates sobre representatividade LGBTQ+ na empresa já haviam vindo à tona anos antes. Em 2022, funcionários da Pixar criticaram publicamente a política da Disney após cortes em momentos de afeto entre personagens do mesmo sexo em produções do estúdio — situação que acabou levando à restauração de um beijo entre duas mulheres na animação Lightyear.

Fonte: EW

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