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'Canção de Baal' tem nu de Simone Spoladore e estreia de Helena Ignez

11 ago 2009 - 03h34
(atualizado às 03h38)
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Por muito tempo, a atriz Helena Ignez foi considerada a musa do cinema brasileiro. Aos 67 anos, ela deslumbra, com orgulho, o fato de ter estrelado clássicos nacionais como O Bandido da Luz Vermelha (1968) e A Mulher de Todos (1969). Agora, lança em território nacional o filme Canção de Baal, de sua direção, exibido nesta segunda-feira (9) em Gramado.

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Pouco antes da sessão, jornalistas que estavam no Palácio dos Festivais já lançavam suas expectativas em relação ao filme. Helena tem referências importantíssimas, já que foi casada com Glauber Rocha, um dos grandes gênios do cinema nacional. Foi com ele que ela estrelou seu primeiro filme, o curta-metragem O Pátio (1959).

E Canção de Baal lembra, muito, o experimentalismo de Glauber - apesar de, numa visão mais ambiciosa, não chegar aos pés dos trabalhos do cineasta. O filme é uma adaptação da peça escrita pelo alemão Bertolt Brecht.

Baal (Carlos Careqa) é um poeta e cantor que, entre altos e baixos e uma vida repleta de escândalos, se envolve com diferentes mulheres e com um homem. Se mais detalhes da trama foram revelados, a maluca viagem de Helena não se conclui.

Canção de Baal, levado com certa incompreensão no Festival de Gramado, é um filme experimental, como Glauber fazia - muito bem - no auge dos anos 1960. A atriz Simone Spoladore, que aparece no filme em uma cena de nu frontal, revela que seu personagem foi criado de última hora, bem como quase todo o longa.

Há, aqui, uma certa mistura entre teatro, literatura e cinema. É impossível definir Canção de Baal em um só gênero, já que ele navega por diversas categorias distintas. Diria até que só um conhecedor da mente de Helena Ignez poderia entender o que ela realmente quis dizer com esse trabalho.

Pelos fatos óbvios, é possível afirmar que Canção de Baal é um filme feminista, ainda que Helena esteja tentando falar sobre o machismo. Mas, como Clarice Lispector diria, quando a obra sai do papel, ela passa a ser uma interpretação de quem a assiste. Talvez essa tenha sido a intenção da diretora. Resta saber como o júri vai reagir.

Próximos projetos

Helena revelou, em Gramado, que pretende ficar um tempo na cidade de São Paulo - ela é baiana, mas mora no Rio de Janeiro - para produzir um documentário sobre a legalização da maconha. Até lá, espera ansiosa a continuação de O Bandido da Luz Vermelha, prevista para estrear entre o final de 2009 e o início de 2010.

Foto: Divulgação
Fonte: Terra
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