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Brigitte Bardot diz que deixou cinema por estar "farta dessa vida vazia"

28 set 2014 - 09h11
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A atriz Brigitte Bardot, que completa 80 anos neste domingo, explicou que deixou o cinema porque estava "farta dessa vida superficial, vazia" e porque decidiu dedicar sua vida aos animais que, ao contrário dos homens, não pedem nada e o dão tudo.

Estas são algumas das respostas que Brigitte Bardot deu em duas entrevistas publicadas hoje pelos jornais "Le Parisien" e "Le Journal du Dimanche" por ocasião de seu aniversário, nas quais insistiu que não lamenta em nada sua história, e que o que mais lhe agrada de sua personalidade é a franqueza.

Símbolo sexual nos anos 50 e 60, a estrela assegura que aceita a passagem do tempo e o envelhecimento, disse que deixou o cinema em 1973 é porque "estava farta dessa vida superficial, vazia", e porque seu amor pelos animais a "levou a dedicar a vida a eles".

"Gosto dos animais porque são as vítimas inocentes da crueldade humana, que não tem limites", conta antes de acrescentar que se os defende é porque eles não podem fazer isso.

À frente da fundação pelos animais que tem seu nome, a ex-atriz reitera sua admiração pela presidente do ultradireitista Frente Nacional, Marine le Pen, embora não concorde com ela em suas posições a favor da caça, das touradas e dos interesses dos criadores de gado. "Ninguém é perfeito".

Brigitte Bardot disse que não se candidataria para defender seus ideias porque não gosta do mundo da política. "Desprezo demais a política e não entendo nada de suas pequenas picaretagens".

Sobre os atores que mais a fascinaram, a estrela indicou que não guarda nenhuma lembrança indelével, salvo daqueles pelos quais se apaixonou, sem citá-los.

Ela, no entanto, reconhece que sua relação com o cantor e músico Serge Gainsbourg foi "uma paixão fulgurante".

Bardot disse também que falou com todos os presidentes franceses desde Georges Pompidou para pedir medidas para reduzir o sofrimento dos animais, mas "não obteve mais do que promessas descumpridas".

Dos animais, ressalta que "dão tudo e não pedem nada. Os homens, ao contrário, o pedem tudo e não dão nada".

Seu primeiro animal foi um cachorro que se chamava Clown, um cocker preto que ganhou de presente de seu primeiro marido, o diretor de cinema Roger Vadim.

Mas de quem guarda a melhor lembrança é de um pato que lhe deram de presente no México durante a gravação de "Viva Maria" em 1956, e que a seguia em todas partes. "Essa história de amor me marcou muito e desde então odeio os que comem pato".

De fato, quando o jornalista de "Le Journal du Dimanche" lhe perguntou sobre o que ela gostaria para seu aniversário, Brigitte Bardot pediu que ele virasse vegetariano.

EFE   
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