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Ativistas palestinos tentam atrapalhar produção de filme em Jerusalém

20 abr 2013 - 20h28
(atualizado em 20/4/2013 às 02h21)
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Ativistas palestinos tentaram atrapalhar nesta semana um ambicioso documentário europeu que está sendo filmado em Jerusalém, queixando-se de que o filme reforçaria a imagem de soberania israelense sobre a cidade disputada.

Meu Pé de Laranja Lima: Versão cinematográfica do clássico infanto-juvenil de José Mauro de Vasconcelos, que conta a história de um menino de 8 anos que vive uma vida modesta e tem conversas com seu pé de laranja lima até conhecer Portuga, um senhor que se torna seu melhor amigo. Com Zé de Abreu e Caco Ciocler no elenco e Marcos Bernstein na direção
Meu Pé de Laranja Lima: Versão cinematográfica do clássico infanto-juvenil de José Mauro de Vasconcelos, que conta a história de um menino de 8 anos que vive uma vida modesta e tem conversas com seu pé de laranja lima até conhecer Portuga, um senhor que se torna seu melhor amigo. Com Zé de Abreu e Caco Ciocler no elenco e Marcos Bernstein na direção
Foto: Divulgação

Os produtores do filme franco-alemão 24h Jerusalém, que se propõe a registrar um dia na vida da conturbada cidade, disseram na sexta-feira que seu cronograma foi fortemente atrapalhado pela "intimidação e assédio" dos ativistas.

"Lamentamos muito o que aconteceu, mas ainda estamos aqui e vamos realizar a gravação", disse o produtor Thomas Kufus, que busca repetir em Jerusalém a ideia do seu 24h Berlim, filme de 2008 com um dia de duração.

A emissora alemã Bayerischer Rundfunk, coprodutora do projeto, disse que seus funcionários receberam uma "onda de ligações ameaçadoras", inclusive com ameaças de "infligir lesões corporais" à equipe. O canal disse que os ativistas palestinos estão tentando impedir árabes de contarem suas histórias.

Com cerca de 70 equipes trabalhando em toda a cidade entre 6h de quinta-feira e 6h de sexta (hora local), o projeto é um dos mais ambiciosos documentários já feitos em Jerusalém, com aval de autoridades israelenses locais.

Mas alguns políticos e militantes palestinos acusaram os cineastas de não se coordenarem adequadamente com suas próprias autoridades, e disseram que o filme apresentaria uma Jerusalém unida, sob completo controle de Israel.

O Estado judeu capturou Jerusalém Oriental na guerra de 1967, e posteriormente anexou essa área e proclamou a cidade como sua capital "eterna e indivisível" - medidas que nunca obtiveram reconhecimento internacional.

Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como a capital do seu eventual Estado.

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