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Entenda o câncer que causou a morte da cantora gospel Rejanne Fogo Puro

O câncer de pâncreas voltou a ganhar espaço nas manchetes após a morte da cantora gospel Rejanne Fogo Puro.

24 fev 2026 - 14h03
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O câncer de pâncreas voltou a ganhar espaço nas manchetes após a morte da cantora gospel Rejanne Fogo Puro. Esse fato gerou dúvidas e apreensão em muitas pessoas. A doença costuma se manifestar de forma silenciosa nas fases iniciais. Por isso, médicos frequentemente a diagnosticam em estágios avançados. Assim, entender como esse tipo de câncer se desenvolve, quais sinais de alerta surgem e quais opções de tratamento existem ajuda a esclarecer o tema e a reduzir incertezas.

O pâncreas fica na parte alta do abdômen, atrás do estômago, e exerce funções importantes na digestão e no controle do açúcar no sangue. Quando células dessa região sofrem alterações e passam a se multiplicar de forma desordenada, elas podem originar o câncer de pâncreas. No caso de pessoas conhecidas do público, como a cantora Rejanne Fogo Puro, a notícia da doença costuma despertar interesse sobre prevenção, diagnóstico e prognóstico. Além disso, muitas pessoas passam a observar mais de perto qualquer sintoma persistente.

O que é câncer de pâncreas e por que ele é tão agressivo?

câncer de pâncreas corresponde a um tumor maligno que, na maior parte dos casos, se origina nas células que produzem enzimas digestivas. Os especialistas chamam esse tipo de tumor de adenocarcinoma pancreático. Esse câncer apresenta alta letalidade principalmente porque cresce em uma região de difícil acesso. Além disso, ele muitas vezes não provoca sintomas claros nas primeiras fases. Desse modo, quando os sinais aparecem, em boa parte dos pacientes o tumor já se encontra avançado ou espalhado para outros órgãos.

Outro fator também contribui para a agressividade do câncer pancreático. O pâncreas fica muito próximo de vasos sanguíneos importantes e do sistema biliar. Essa localização facilita a invasão por células tumorais e a disseminação para o fígado, pulmões e outros locais. Consequentemente, as opções de tratamento se tornam mais limitadas quando médicos identificam a doença tardiamente. Esse cenário reduz de forma significativa a chance de sobrevivência. Além disso, a resposta à quimioterapia nem sempre ocorre de maneira satisfatória.

Quais sintomas podem indicar câncer de pâncreas?

Os sintomas do câncer de pâncreas costumam ser vagos e muitas pessoas os confundem com outras condições digestivas. Entre os sinais mais relatados aparecem:

  • Dor abdominal persistente, muitas vezes irradiada para as costas;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Fadiga constante e fraqueza;
  • Náuseas e perda de apetite;
  • Fezes claras e gordurosas.

Em alguns casos, a pessoa desenvolve icterícia, com coloração amarelada na pele e nos olhos. Geralmente, o tumor obstrui o ducto biliar e causa esse quadro. Coceira pelo corpo, urina escurecida e desconforto abdominal também podem acompanhar esses sinais. Como esses sintomas permanecem inespecíficos, muitas pessoas demoram a procurar avaliação especializada. Dessa forma, elas reduzem bastante a possibilidade de um diagnóstico precoce e de tratamento com intenção curativa.

Câncer de pâncreas que matou Rejanne Fogo Puro: o que se sabe sobre fatores de risco?

O câncer de pâncreas que levou à morte da cantora gospel Rejanne Fogo Puro chama a atenção para a combinação de fatores que podem se relacionar ao desenvolvimento dessa doença. Nem sempre os médicos conseguem identificar uma causa única. No entanto, a literatura médica aponta alguns elementos associados a maior risco, entre eles:

  • Tabagismo: o cigarro se mantém como um dos principais fatores de risco conhecidos;
  • Idade avançada: a maior parte dos casos ocorre após os 60 anos;
  • Histórico familiar de câncer de pâncreas ou síndromes genéticas específicas;
  • Diabetes, especialmente de início recente em adultos;
  • Obesidade e sedentarismo;
  • Pancreatite crônica, inflamação prolongada do pâncreas.

É importante destacar que a presença de um ou mais fatores de risco não determina o desenvolvimento obrigatório do câncer de pâncreas. Da mesma forma, a ausência desses fatores não garante proteção total. No caso de figuras públicas, como artistas e cantores, a família costuma manter detalhes sobre o histórico de saúde em sigilo. Essa atitude impede afirmar quais fatores específicos contribuíram para a doença. Ainda assim, os registros clínicos mostram que o câncer de pâncreas atinge diferentes perfis de pacientes, com idades e estilos de vida variados.

Como é feito o diagnóstico do câncer pancreático?

O diagnóstico do câncer de pâncreas geralmente começa com avaliação clínica e exames de imagem. Em muitos casos, a suspeita surge a partir de uma ultrassonografia ou tomografia do abdômen solicitada por outro motivo. Para investigar melhor, médicos costumam utilizar:

  1. Tomografia computadorizada de abdômen com contraste, para identificar o tumor e possíveis metástases;
  2. Ressonância magnética e colangiopancreatografia por ressonância, quando necessário;
  3. Endoscopia com ultrassom endoscópico, que permite visualizar melhor o pâncreas;
  4. Biópsia, que confirma o diagnóstico por meio da análise do tecido ao microscópio.

Os profissionais também podem solicitar exames de sangue, incluindo dosagem de marcadores tumorais como o CA 19-9. Contudo, esse indicador não apresenta especificidade adequada e não serve, sozinho, para rastreio em pessoas sem sintomas. Em famílias com histórico de câncer pancreático e outras neoplasias, o médico pode indicar avaliação genética. Essa análise ajuda a mapear risco aumentado e a orientar medidas de vigilância em parentes próximos. Além disso, o resultado pode direcionar escolhas de terapias alvo e de imunoterapia.

Quais são os tratamentos disponíveis hoje em dia?

As opções de tratamento para o câncer de pâncreas variam conforme o estágio da doença, o tipo de tumor e o estado geral do paciente. Quando o câncer permanece localizado e o paciente apresenta boas condições clínicas, a cirurgia oferece a principal chance de controle. Nesses casos, o cirurgião pode realizar procedimentos complexos que incluem a retirada de parte do pâncreas, do duodeno e das vias biliares.

Além da cirurgia, a abordagem costuma envolver:

  • Quimioterapia, que pode ocorrer antes ou depois da cirurgia, ou atuar como tratamento principal em casos avançados;
  • Radioterapia, em situações específicas para controle local ou alívio de sintomas;
  • Terapias direcionadas e imunoterapia, indicadas em perfis genéticos determinados;
  • Cuidado paliativo, focado no controle da dor, náuseas e outros desconfortos, preservando a qualidade de vida.

Nos últimos anos, pesquisadores vêm testando novas combinações de medicamentos e estratégias personalizadas conforme as alterações genéticas do tumor. Embora esses avanços ofereçam esperança, o câncer pancreático ainda apresenta uma das menores taxas de sobrevivência entre os tumores sólidos. Esse fato reforça a importância da atenção aos sinais de alerta e da discussão sobre prevenção e acompanhamento em grupos de risco. Além disso, o acesso rápido a centros especializados pode melhorar a organização do tratamento.

É possível reduzir o risco de câncer de pâncreas?

Não existe método garantido para impedir o surgimento do câncer de pâncreas. Porém, algumas medidas se associam à redução do risco. Entre as principais recomendações, destacam-se evitar o tabagismo, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e controlar condições como obesidade e diabetes. Em pessoas com forte histórico familiar ou mutações genéticas conhecidas, o acompanhamento com especialistas permite avaliar estratégias adicionais de vigilância, como exames de imagem periódicos.

Casos de pessoas conhecidas, como o da cantora gospel Rejanne Fogo Puro, funcionam como alerta para a população em geral sobre a gravidade do câncer pancreático. A divulgação de informações claras, atualizadas e acessíveis contribui para que mais indivíduos prestem atenção a sintomas persistentes. Dessa maneira, essas pessoas tendem a buscar avaliação médica adequada com maior rapidez. Esse cuidado favorece diagnósticos em fases mais precoces sempre que possível e amplia as chances de tratamentos mais eficazes.

pâncreas_depositphotos.com / magicmine
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Foto: Giro 10
Giro 10
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