De florista em Bridgerton a protagonista: Carolina Belarmino lança o curta DOMA em São Paulo
Após atuar nos bastidores de grandes produções de Hollywood, a brasileira radicada em Londres retorna ao país para estrear projeto autoral
A trajetória da rio-pretense Carolina Belarmino parece saída de um roteiro de cinema. Morando em Londres desde 2020, ela partiu para a Europa para se especializar como designer floral, mas o destino reservava um retorno às origens de forma inesperada. No dia 28 de fevereiro, o Cine Belas Artes, em São Paulo, será palco do lançamento de DOMA, curta-metragem que marca sua estreia como protagonista, roteirista e produtora.
O projeto é um drama sensível sobre amor e sacrifício no interior do Brasil, onde a personagem Mariana precisa decidir o destino de sua égua, Doma, para salvar a vida do pai. Sob a direção do premiado britânico-nigeriano Alexander Igbanoi, o filme une o vigor do cenário internacional com a alma do campo brasileiro.
O Despertar nos Bastidores de Bridgerton
A virada de chave na vida de Carolina aconteceu entre arranjos e sets de filmagem. Trabalhando como florista na segunda temporada de Bridgerton, a proximidade com a atuação reacendeu um desejo antigo.
"Ser atriz era um sonho de infância que eu nunca havia explorado. Achei que não teria lugar pra mim e que eu deveria seguir com alguma profissão mais "real". Quando me tornei uma das floristas da segunda temporada de Bridgerton na Inglaterra, eu me vi em um set de filmagens diariamente e o sonho veio à tona. Talvez Londres seria o lugar que eu pudesse buscar essa profissão. Estar no set frequentemente me trouxe a certeza de que era ali o meu lugar e me deu forças pra buscar ainda mais o que eu queria - me tornar atriz."
Bagagem em Grandes Produções
Antes de assumir o papel principal em seu próprio filme, Carolina acumulou experiência como elenco de apoio em títulos de peso como The Crown, House of the Dragon e o fenômeno Saltburn. Essa vivência foi fundamental para sua transição definitiva para a frente das câmeras.
"Fazer parte dessas grandes produções me ensinou que cada pessoa da equipe tem um papel muito específico e essencial para o projeto como um todo. Eu aprendi o que cada profissional faz, como eles se comportam, como não entrar no caminho de ninguém e aprender a coexistir naquele set para que todos executem suas funções de maneira mais rápida e eficaz. E o mais importante, todos estão ali para que os atores façam o seu melhor trabalho: a iluminação, a câmera, o continuísta, etc. Isso tira um pouco da pressão porque mostra que estamos todos no mesmo "time"."
Parceria Internacional e Raízes Brasileiras
A escolha de Alexander Igbanoi para a direção surgiu de uma conexão de mentor e aluna. O diretor, que comanda um grupo seleto de atores em Londres, viu potencial no roteiro que trazia o universo dos rodeios e do interior paulista para o centro da narrativa.
"Alex mentora um seleto grupo de atores em Londres e eu tive sorte de ser uma das selecionadas. Nos demos bem e viramos colegas e amigos. Comecei a trabalhar em outros projetos dele, ajudando nos bastidores e ele quem me incentivou a produzir meu próprio material. Quando trouxe o roteiro para ele, ele disse que queria dirigir o filme e foi assim que viramos parceiros no projeto. Trabalhar com ele em DOMA foi ótimo porque já tínhamos a intimidade de ter trabalhado em produções anteriores, então era mais fácil pra ele me direcionar e mais fácil para eu entender o que ele estava buscando."
Encontro de Gerações
Em "DOMA", Carolina divide a tela com nomes consagrados do cinema nacional, como Wilson Rabelo (Bacurau) e Vanderlei Bernardino (Mussum, o Filmis). Para a atriz, a generosidade dos veteranos foi uma escola à parte durante as gravações realizadas em São José do Rio Preto e Bálsamo.
"Contracenar com Wilson Rabelo e Vanderlei Bernardino foi uma das melhores experiências que jamais pensei ter em tão pouco tempo de profissão. Ter dois veteranos gigantes contracenando, oferecendo dicas e apoios de forma extremamente generosa foi incrível. Aprendi muito com eles nesse processo."
O Retorno Triunfal
O lançamento no Brasil encerra um ciclo de transformação para Carolina. Deixando de lado as flores para florescer na atuação, ela vê em São Paulo o ponto de partida para uma carreira que não conhece fronteiras.
"DOMA é um projeto muito pessoal que fez todo o sentido ser gravado no Brasil. Poder mostrar o resultado final para a equipe, família e amigos é uma sensação de dever cumprido, apesar de o trabalho estar só começando. São Paulo será a primeira parada de muitas, já que faremos o circuito internacional de festivais, e é surreal receber o apoio de tantas pessoas queridas e outros tantos que sempre admirei."
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