Cineasta iraniano subverte suas próprias regras cinematográficas em "Parallel Tales", filme apresentado em Cannes
O diretor iraniano Asghar Farhadi, duas vezes vencedor do Oscar, permitiu-se sair dos limites autoimpostos e brincar com a estrutura de seu drama parisiense "Parallel Tales", disse ele à Reuters antes da estreia no Festival de Cinema de Cannes nesta quinta-feira.
"Há uma brincadeira mais formal e coisas que eu não havia feito em meus outros filmes... Coisas que antes eram uma linha vermelha para mim. Eu não faria isso de jeito nenhum", disse.
"Mas aqui, na estrutura do filme, eu as fiz. Sob essa perspectiva, foi uma experiência muito valiosa", disse o cineasta, que vive fora do Irã desde 2023.
"Parallel Tales", cujo elenco inclui Isabelle Huppert e Vincent Cassel, leva Farhadi a concorrer pela quinta vez ao prêmio máximo do festival, a Palma de Ouro.
Ele ganhou o prêmio principal do Festival de Cinema de Berlim em 2011 por "A Separation", que ganhou o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, tornando-se o primeiro filme iraniano a ganhar esse prêmio.
Ele ganhou o Oscar cinco anos depois com "The Salesman", embora tenha boicotado a cerimônia em protesto contra a proibição de viagens que afetou vários países de maioria muçulmana durante o primeiro mandato presidencial do presidente dos EUA, Donald Trump.
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