Caso Césio-137 e 'Emergência Radioativa': 38 anos depois, história de Leide das Neves ainda expõe dor que nunca passou; quem foi a menina que inspirou Celeste na série?
A série 'Emergência Radioativa' trouxe de volta a dor do Césio-137 e a história de Leide das Neves Ferreira, a menina de 6 anos que se tornou símbolo dessa tragédia, ainda desperta curiosidade do público,
Quase 4 décadas depois, por conta do sucesso mundial da série "Emergência Radioativa", a história de Leide das Neves Ferreira segue comovendo o país, e ganhando novos capítulos.
Em meio aos relatos recentes sobre vítimas do Césio-137, a mãe da menina, Lourdes, voltou a expor detalhes marcantes da tragédia que transformou a filha de 6 anos em símbolo nacional.
Contaminação começa com 'Luz Azul' e curiosidade
Tudo teve início em setembro de 1987, quando uma cápsula radioativa foi retirada de uma clínica abandonada em Goiânia. Encantado pelo brilho incomum, o material acabou sendo levado para um ferro-velho e, pouco depois, para dentro de casa.
Foi ali que Leide teve contato direto com o pó brilhante. A cena, descrita por familiares, revela o impacto da desinformação: a menina brincou com a substância, sem imaginar o perigo. Horas depois, surgiram os primeiros sintomas, um sinal do que se tornaria uma das maiores tragédias radiológicas do mundo.
Pouco tempo após a exposição, a menina apresentou sintomas graves, como vômitos e mal-estar. A situação se agravou nos dias seguintes, levando à internação em unidades especializadas. Mesmo com transferência para hospitais de referência, o quadro não foi revertido.
Ao jornal "O GLOBO" da época, o diretor da Divisão de Saúde da Marinha, Almirante Almihay Burlá definiu a pequena como "uma menina alegre, que brincava com as várias bonecas que recebeu de presente".
"Mas seu estado geral foi piorando e, no final, ela estava apática, totalmente de...
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