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Considerado arma branca, espetinho resiste em Salvador

20 fev 2009 - 14h29
(atualizado às 15h53)
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Vagner Magalhães

Direto de Salvador

Proibida por decreto municipal de novembro do ano passado, a venda dos espetinhos nas ruas de Salvador ficou apenas no papel. Barato e de gosto popular, pode ser encontrado facilmente nas proximidades dos circuitos carnavalescos da cidade. Os espetinhos de carne, queijo coalho e lingüiça são os mais comuns e vendidos ao preço médio de R$2.

A justificativa da Prefeitura para a proibição é a possibilidade de sua utilização como arma branca. Em carnavais passados, há registro de brigas em que o espeto dos churrascos deixou vítimas. Fabricados em madeira ou bambu, podem perfurar facilmente a pele e provocar lesões em órgãos.

De acordo com a lei, em seu artigo 16, "é terminantemente proibida a produção e comercialização de churrasco no espeto de qualquer material, sendo passível de apreensão imediata pela fiscalização".

Para Vera Lúcia Gomes, 41 anos, que comercializa espetinhos há mais de uma década, a fiscalização não tem incomodado. "Trabalho aqui no circuito e em outras festas e nunca tive problema. As pessoas gostam e é uma alimentação barata. Em um bom dia, vendemos centenas deles aqui. É bom para quem vende e para quem compra", diz.

O trabalho de fiscalização é feito em parceria com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp). Mais de cinco mil funcionários estarão mobilizados para a festa.

De acordo com a Sesp, 3.670 ambulantes foram licenciados. Eles vão usar um colete laranja que vai facilitar a fiscalização, permitindo também a identificação pelos foliões dos vendedores autorizados para atuar na festa.

Foto: Reinaldo Marques / Terra
Fonte: Terra
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