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Sambódromo prende respiração e se entrega à fantasia

28 fev 2017
03h36
atualizado às 08h53
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O Sambódromo do Rio conteve na noite de segunda-feira a respiração por alguns minutos diante de um novo incidente com um carro alegórico, lembrando o acidente do dia anterior que deixou 20 feridos mas que, por sorte, foi apenas um susto que não impediu que seguisse adiante o grande espetáculo que ofereceram as escolas de samba.

Aladim sobrevoa Sambódromo durante desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel
Aladim sobrevoa Sambódromo durante desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel
Foto: EFE

A União da Ilha abriu os desfiles na Marquês de Sapucaí, lotado em sua última noite de Carnaval, com um espetáculo em homenagem a Kitembo, a força universal do tempo.

Seu quinto carro alegórico, o penúltimo, uma monumental alegoria de 40 toneladas sobre que desfilavam 30 pessoas, teve problemas para entrar na pista do Sambódromo, hoje contando com maior presença de policiais e bombeiros.

Durante vários minutos, dezenas de membros da escola ajudaram a movimentar o carro, que esteve a ponto de chocar contra a grade onde aconteceu o acidente da noite de domingo.

A gigantesca torre cambaleou para percorrer os 700 metros da pista, mas um problema técnico a parou no final do circuito e, ao tentar forçar a saída, se chocou com uma bandeira da emissora de TV "Rede Globo".

O incidente não deixou feridos, mas provocou uma grande confusão e obrigou a dispersar os 3,5 mil membros da escola que participaram do desfile.

"Isto é um crime", lamentou o presidente da escola, Ney Filardi, que desmaiou e deixou o Sambódromo em uma ambulância.

Mesmo assim a escola conseguiu terminar o desfile no tempo previsto - 75 minutos -, e quase não atrasou o início da apresentação da São Clemente, mas será penalizada pelos juízes, assim como a Paraíso do Tuiuti.

Na noite de domingo, o último carro alegórico da Tuiuti perdeu o controle no início do percurso e provocou um acidente com 20 feridos.

As dimensões dos carros, que podem chegar a medir mais de 8 metros e pesar até 40 toneladas, transformam em quase impossível a realização da manobra para entrar na pista do Sambódromo.

Dezenas de policiais e bombeiros estão na área de acesso à pista para evitar que aconteça um novo acidente, mas o risco é muito alto já que centenas de pessoas, em sua maioria técnicos e colaboradores das escolas, organização e jornalistas, ficam amontoados neste trecho.

Após o incidente, o desfile recuperou o ritmo e o Sambódromo se rendeu à fantasia e ao mar de cores que tomaram a pista com a São Clemente, que levou ao público a opulência de Versalhes com uma montagem do Rei Sol.

Em seguida entrará a Mocidade Independente de Padre Miguel, com uma evocação de "As Mil e uma Noites", centrada em Marrakesh, que promete aquecer ainda mais a temperatura da noite.

O repertório se completará com "Unidos da Tijuca", uma das escolas mais antigas do Rio, fundada em 1931, que elegeu um espetáculo sobre a "música da alma" que unirá personagens tão diferentes como o brasileiro Pixinguinha e o americano Louis Armstrong através de baladas, pop e até rock and roll.

Já varando a madrugada, duas das escolas favoritas, Portela e Mangueira, se encarregarão de encerrar o Carnaval de 2017 na Sapucaí, a primeira com um passeio pelos grandes rios do mundo e suas culturas, e a última elogiando todos os santos.

A Mangueira fechará, com chave de ouro, a disputa das 12 principais escolas do Carnaval carioca, cuja campeã será conhecida na quarta-feira.

No final do dia, o Sambódromo terá recebido cerca de 200 mil espectadores e por sua pista terão desfilados mais de 60 mil pessoas desde o início do Carnaval, na última sexta-feira.

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EFE   

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