Mangueira mostra formação do povo brasileiro na Sapucaí
A Estação Primeira de Mangueira mostra no Carnaval 2009 do Rio de Janeiro o samba-enredo A Mangueira Traz os Brasis do Brasil Mostrando a Formação do Povo Brasileiro. A escola, que busca seu 19º troféu do grupo especial, entrou na avenida às 3h19 (de Brasília), contando a história do homem branco, do índio, do negro e de todas as miscigenações.
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O tema foi baseado no livro "O Povo Brasileiro", do antropólogo Darcy Ribeiro, que dá nome ao sambódromo carioca. O intuito é destacar, em uma das festas de maior expressão cultural do brasileiro, o folclore do País. Por meio das alegorias, a escola tenta retornar ao passado para reviver o início da formação da nação.
Foi de Gracyanne Barbosa a realeza à frente da bateria. Mas a torneada musa, namorada do cantor Belo, foi obrigada a correr entre os ritmistas para compensar um atraso no início do desfile e se posicionar corretamente. "É meu segundo ano pela Mangueira. Vou muito à comunidade, participo dos ensaios", disse a dançarina, após o susto.
O ex-jogador de futebol Raí participou do desfile da Mangueira. Em vez de integrar alguma ala ou sair como destaque, o ex-atleta do São Paulo e da Seleção Brasileira integrou o time de empurradores de um dos carros alegóricos da escola verde-e-rosa. Vestido com um macacão com a inscrição Empurrador, ele demonstrou muita disposição na entrada da agremiação.
A cantora Beth Carvalho prestigiou o desfile da Imperatriz, que falou sobre o Cacique de Ramos, reduto do samba, mas fez questão de dizer que ainda não resolveu sua briga com a Mangueira. A cantora não desfila esse ano na escola mais uma vez, e diz que aguarda a retratação após o incidente de dois anos atrás, quando não teve aceito o pedido para desfilar em um carro.
A escola contou a filosofia colonialista portuguesa dos séculos XV e XVI. O território cresce baseado em duas promissas de Portugal: produção e assentamento do povo. Ao aportar no Brasil, os colonizadores encontram um povo diferente, que encara a nudez como algo inocente, e tem início o processo civilizatório. Pela oferta insuficiente de mão-de-obra branca, projeta-se um processo escravista, que também contribuiu com a miscigenação.
Com informações dos jornais O Dia e JB.