Carnaval na Itália tem 'homem-urso', 'diabo' e até 'bacanal'; confira!
Ao longo de fevereiro, cidades italianas se preparam para celebrar a data e mantém tradição de desfiles 'diferentões'
Procissões, festivais históricos e desfiles alegóricos marcam a tradição de carnaval “diferentão” em diversas cidades italianas ao longo do mês de fevereiro. Um dos mais tradicionais e antigos é o carnaval comemorado em Sappada, na região de Friuli-Venezia Giulia, onde os foliões do pequeno vilarejo saem pelas ruas usando o rollate -- uma máscara de homem-urso que simboliza o poder e a força da natureza. Além das máscaras, os participantes também vestem um cinto com sinos que emitem sons a cada passo percorrido no percurso, e costumam perseguir crianças e foliões nas ruas.
Mas, o carnaval com nome mais 'inusitado' talvez seja o de Verona. Na cidade de Romeu e Julieta, é celebrado o Bacanal del gnoco, que, apesar do nome, inclui somente um ritual de bailes com máscaras, desfiles de carros alegóricos na Piazza Bra, e marca o início oficial das celebrações carnavalescas.
Outra celebração, destacada pela agência italiana Ansa, é em Tufara, na província de Campobasso, onde acontece um espetáculo teatral com forte influência pagã e rural. O protagonista é o diabo, uma antiga máscara carnavalesca que se revela no último dia com corridas e acrobacias.
Na performance, o diabo é representado por uma figura de cabra com 7 peles e tridente, despertando medo e superstição nos foliões ao correr pelas ruas, acompanhado por um cortejo simbolizando o desconhecido e o inverno.
Já em Giolzi, o carnaval é marcado por máscaras feitas com lençol como capa e fronha como capuz. Na festa, grupos saem pelas ruas representando mulheres de luto e cantam lamentos fúnebres.
Outro destaque é o carnaval de Vho, na província de Alessandria, no qual os bonecos históricos são as estrelas, animando o público com diversos espetáculos. Este é um dos carnavais mais antigos da região, remontando ao início do século 18.