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Como se proteger de IST no Carnaval: guia rápido e prático

Festas, viagens e consumo de álcool aumentam os riscos; informação e prevenção ajudam a curtir com mais segurança

16 jan 2026 - 12h10
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O Carnaval é sinônimo de alegria, encontros e muita vida social. Bloquinhos lotados, festas prolongadas e viagens fazem parte do clima da folia. Mas esse cenário também amplia a exposição às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente quando há relações sem proteção.

Carnaval é alegria, mas também pede cuidado
Carnaval é alegria, mas também pede cuidado
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Especialistas reforçam que prevenção, testagem e informação são fundamentais para aproveitar o Carnaval sem colocar a saúde em risco.

Por que o Carnaval aumenta o risco de IST?

Durante o período de festas, alguns fatores se combinam e elevam a vulnerabilidade:

  • Maior número de parceiros ocasionais

  • Consumo de álcool e outras substâncias

  • Redução da percepção de risco

  • Menor uso de preservativo

Essa combinação favorece a transmissão de infecções como sífilis, HIV, hepatites virais, herpes genital e HPV.

Os números que acendem o alerta

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 1980 e setembro de 2025, o Brasil registrou mais de 1,1 milhão de casos de aids, com média de cerca de 35 mil novos diagnósticos por ano nos últimos cinco anos.

Apesar da queda gradual de casos ao longo das últimas décadas, chama atenção o aumento das infecções entre homens de 15 a 29 anos, faixa considerada prioritária para ações de prevenção.

A sífilis também segue em crescimento entre homens, mulheres e gestantes, reforçando a importância da testagem e do tratamento precoce.

1. Preservativo continua sendo essencial

O uso correto do preservativo masculino ou feminino é uma das formas mais eficazes de prevenção.

Segundo o infectologista Antônio Mauro, dos hospitais Oto Santos Dumont e Oto Meireles, essa proteção deve ser prioridade antes, durante e após o Carnaval.

"O preservativo reduz significativamente o risco de transmissão das ISTs e deve ser usado em todas as relações sexuais", destaca o especialista.

2. Faça testagem regularmente

Muitas ISTs podem ser assintomáticas, ou seja, não apresentam sinais visíveis no início. Por isso, testar é fundamental.

Você pode:

  • Fazer testes rápidos pelo SUS

  • Procurar serviços privados

  • Testar após situações de risco

Identificar cedo permite iniciar o tratamento e interromper a cadeia de transmissão.

3. Atenção aos sinais do corpo

Mesmo após a folia, fique atento a sintomas como:

  • Feridas genitais

  • Corrimentos

  • Dor ou ardor ao urinar

  • Manchas ou alterações na pele

Ao notar qualquer sinal, procure atendimento médico.

4. Vacinação também é prevenção

Algumas ISTs podem ser prevenidas com vacina.

Vale conferir:

  • Vacina contra hepatite B

  • Vacina contra HPV

Manter o esquema vacinal em dia é uma forma importante de proteção a longo prazo.

5. O cuidado não termina na Quarta-feira de Cinzas

A saúde sexual deve ser uma prioridade o ano todo, não apenas durante o Carnaval. Informação, prevenção e acompanhamento médico reduzem riscos e evitam complicações futuras.

"A prevenção precisa ser contínua. Mesmo sem sintomas, o acompanhamento médico é essencial para uma vida sexual mais segura", reforça Antônio Mauro.

Curtir com responsabilidade também é autocuidado

Dá, sim, para aproveitar o Carnaval com alegria e segurança. Levar preservativos, conhecer o próprio corpo, respeitar limites e buscar informação são atitudes simples que fazem toda a diferença.

Cuidar da saúde sexual é um ato de responsabilidade com você e com o outro.

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