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Caburé: conheça a pequena coruja que virou símbolo de um país sul-americano

Entre as diversas aves de rapina que habitam a América do Sul, o caburé chama atenção pelo tamanho reduzido e pelo papel cultural que exerce em alguns países. Embora tenha aparência discreta, essa coruja ocupa lugar de destaque em mitos, crenças populares e até em símbolos nacionais. No Paraguai, as pessoas enxergam o caburé como um animal […]

11 jan 2026 - 14h03
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Entre as diversas aves de rapina que habitam a América do Sul, o caburé chama atenção pelo tamanho reduzido e pelo papel cultural que exerce em alguns países. Embora tenha aparência discreta, essa coruja ocupa lugar de destaque em mitos, crenças populares e até em símbolos nacionais. No Paraguai, as pessoas enxergam o caburé como um animal especial e reconhecem a espécie como um dos representantes mais marcantes do país.

O interesse em torno do caburé não se limita à sua simbologia. A ave também desperta curiosidade por causa de seu comportamento, distribuição geográfica e importância ecológica. Além disso, observadores de aves, pesquisadores e moradores rurais registram essa espécie com frequência. Presente em diferentes ambientes, do interior do Brasil às zonas rurais paraguaias, o pequeno predador noturno ajuda a controlar populações de insetos e pequenos vertebrados. Dessa forma, ele influencia diretamente o equilíbrio dos ecossistemas onde vive.

coruja – mundoecologia.com
coruja – mundoecologia.com
Foto: Giro 10

O que é o caburé e quais são suas características?

O caburé é uma pequena coruja do gênero Glaucidium, que muitas pessoas chamam de caburé-comum ou caburé-miudinho em algumas regiões. Em geral, a ave mede pouco mais de 15 centímetros de comprimento. Além disso, possui corpo compacto, cauda curta e cabeça arredondada, sem orelhas aparentes. A plumagem varia em tons de marrom, cinza e branco. Essas cores formam manchas e estrias que funcionam como camuflagem entre galhos e troncos.

Uma das marcas mais conhecidas do caburé consiste no par de manchas circulares na parte de trás da cabeça, que lembram olhos desenhados. Esse padrão, chamado popularmente de "falsos olhos", confunde possíveis predadores e cria um aspecto enigmático. Já os olhos verdadeiros são grandes e voltados para a frente, como em outras corujas. Assim, a ave conquista excelente visão em ambientes de baixa luz.

No comportamento, o caburé aparece tanto ao entardecer quanto durante a noite. No entanto, algumas espécies também se mostram ativas em períodos de maior claridade, dependendo da região. A dieta inclui insetos, pequenos roedores, lagartos e até outras aves de menor porte. Com isso, a espécie reforça seu papel como controladora natural de pragas em áreas rurais e florestais. Em muitos sítios e fazendas, agricultores relatam a presença do caburé próximo a hortas e plantações, onde a coruja caça intensamente.

Caburé existe no Brasil?

O caburé ocorre amplamente no território brasileiro e integra a lista de corujas nativas do país. Espécies de caburé vivem em vários biomas, como Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e Caatinga, além de áreas de transição e regiões urbanizadas com vegetação remanescente. Essa distribuição ampla faz com que a ave apareça em diferentes estados, ainda que receba nomes populares variados.

A presença do caburé no Brasil abrange ambientes como:

  • bordas de florestas e capoeiras;
  • áreas rurais com árvores isoladas ou cercas vivas;
  • regiões de cerrado e matas de galeria;
  • parques urbanos e sítios com fragmentos de mata.

Por ser um predador de pequeno porte e relativamente adaptável, o caburé consegue ocupar paisagens modificadas pelo homem, desde que ainda exista oferta de abrigo e alimento. Ainda assim, a espécie depende da manutenção de áreas verdes, corredores ecológicos e árvores antigas. Esses elementos garantem locais de nidificação e descanso. Em jardins arborizados e praças tranquilas, observadores frequentemente registram a coruja empoleirada em galhos mais altos, caçando ao amanhecer ou ao anoitecer.

Por que o caburé é um animal símbolo do Paraguai?

Essa presença constante no imaginário popular consolidou o caburé como animal emblemático do país. Em zonas campestres paraguaias, moradores reconhecem facilmente seu canto. Além disso, o som repetitivo costuma marcar a rotina de quem vive ao ar livre. O fato de a espécie ser pequena, resistente e adaptada a diferentes paisagens reforça a identificação com o cotidiano de comunidades que dependem da terra e do clima.

Entre os fatores que contribuíram para a adoção simbólica do caburé no Paraguai, destacam-se:

  1. Presença constante no meio rural: a ave surge com frequência em áreas de agricultura familiar e pastagens, aproximando-se de casas, cercas e árvores isoladas.
  2. Ligação com tradições guaranis: povos originários da região incluíram o caburé em mitos e histórias transmitidas oralmente, o que manteve viva a figura da coruja ao longo das gerações.
  3. Sinal sonoro característico: o canto repetitivo e marcante facilita a identificação da espécie e reforça sua imagem como "voz da noite".
  4. Valor simbólico: o caburé representa vigilância e atenção constante ao ambiente, qualidades frequentemente mencionadas em discursos sobre identidade nacional.

Assim, o caburé se tornou um emblema informal do Paraguai, mais ligado ao campo cultural e folclórico do que a um título oficial. A ave aparece em ilustrações, produtos turísticos, relatos jornalísticos e conteúdos educativos que destacam símbolos nacionais e elementos da fauna local. Em algumas escolas rurais paraguaias, professores utilizam o caburé em atividades de leitura e arte, estimulando o interesse das crianças pela natureza.

Qual a importância do caburé para a natureza e para as pessoas?

Além de seu peso cultural no Paraguai e de sua ampla ocorrência no Brasil, o caburé exerce função relevante nos ecossistemas sul-americanos. Como pequeno predador, participa das cadeias alimentares e ajuda a manter o equilíbrio entre populações de insetos, roedores e outros animais de pequeno porte. Esse controle natural diminui a pressão de pragas em plantações e hortas. Como resultado, agricultores e o ambiente saem beneficiados.

Em termos de educação ambiental, o caburé funciona como porta de entrada para o interesse por aves de rapina e conservação da fauna. Projetos de observação de aves, iniciativas escolares e conteúdos jornalísticos utilizam a figura dessa coruja para explicar temas como preservação de habitats, importância das áreas verdes urbanas e impactos do desmatamento. Em muitas trilhas guiadas, educadores ambientais citam o caburé como exemplo de espécie pequena, porém essencial para o equilíbrio ecológico.

A combinação de presença cotidiana, valor simbólico e função ecológica transforma o caburé em uma espécie de ponte entre o mundo natural e a cultura humana. Ao reconhecer o papel dessa pequena coruja no Brasil e compreender por que ela se tornou símbolo no Paraguai, o leitor ganha visão mais ampla sobre a relação entre sociedade, fauna nativa e identidade regional na América do Sul. Dessa forma, o caburé inspira respeito pela biodiversidade e estimula ações de conservação em áreas rurais e urbanas.

coruja – mundoecologia.com
coruja – mundoecologia.com
Foto: Giro 10
Giro 10
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