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Áudios mostram Ed Motta chamando funcionário de 'paraíba filho da p...' em episódio anterior ao restaurante

Gravações de 2025 enviadas ao dono do Grado são analisadas pela polícia; defesa do cantor diz que áudios são "antigos, fora de contexto" e foram divulgados para "manipular narrativa"

13 mai 2026 - 13h15
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A investigação sobre o cantor Ed Motta ganhou um novo capítulo nesta quarta, 13. Áudios enviados pelo músico ao dono do restaurante Grado, no Jardim Botânico, em 2025, antes do episódio de 2 de maio que originou o inquérito, mostram ele xingando o barman do estabelecimento de "paraíba filho da p..." e ameaçando brigar com ele. "Na décima vez, se eu for falar com ele, vai sair porrada. Porque é a Tijuca contra o Nordeste, né?", disse o cantor numa das gravações. Em outro trecho, afirmou: "A próxima é tipo pular o balcão e pegar ele."

Ed Motta
Ed Motta
Foto: Reprodução / Instagram / Rolling Stone Brasil

As gravações contradizem diretamente o depoimento prestado por Ed Motta na 15ª DP (Gávea), no qual o cantor negou ter usado termos pejorativos contra nordestinos no episódio de 2 de maio e disse que a acusação era "sem fundamento". Na delegacia, ele afirmou ser "neto de baiano e bisneto de cearense" e declarou repudiar qualquer tipo de preconceito. Os áudios de 2025 estão sendo analisados pelos investigadores. A delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, anunciou que ouvirá nos próximos dias as testemunhas indicadas pelo cantor, além do homem que jogou a garrafa e o dono do restaurante.

Também foi divulgada uma gravação enviada por Ed Motta ao dono do Grado após o episódio de 2 de maio, na qual ele pede desculpas por ter arremessado a cadeira, mas mantém a reclamação sobre a cobrança da taxa de rolha. "Eu peço desculpa porque eu joguei uma cadeira, joguei uma cadeira no chão de ódio. Fiquei com ódio mortal da rolha que foi cobrada", disse. Numa terceira gravação, o cantor chama o barman de "babaca": "Hoje eu desci o sarrafo porque um amigo fez uma pergunta pra ele e ele não respondeu. Simplesmente não respondeu. Eu falei: ele é assim mesmo, ele é um babaca."

A defesa de Ed Motta se pronunciou sobre as gravações por meio de nota assinada pelos advogados Pedro Ivo Velloso, Mariana Beda e Tathiana Costa. O texto classifica os áudios como "antigos, fora de contexto" e afirma que sua divulgação representa "tentativa de manipulação de narrativa" com o objetivo de influenciar a investigação. "Ed Motta afirma ser absolutamente falsa a acusação de que teria chamado alguém de 'paraíba' naquela noite", diz a nota. "A defesa lamenta o vazamento distorcido e descontextualizado de áudios e reafirma que Ed Motta não agrediu ninguém naquela noite e não possui qualquer tipo de preconceito contra quem quer que seja."

O cantor é investigado por injúria por preconceito, crime que prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos. No mesmo inquérito, seu amigo Nicholas Guedes Coppim responde por lesão corporal após dar um soco e arremessar uma garrafa contra um frequentador da mesa ao lado, com força suficiente para quebrar um relógio na parede. Ed Motta está classificado como testemunha nesse segundo crime. Ele prestou depoimento nesta manhã por cerca de duas horas e deixou a delegacia sem falar com a imprensa.

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