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Suposta vítima de estupro de Roman Polanski publica livro de memórias

25 jul 2013 - 18h55
(atualizado em 25/7/2013 às 00h21)
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Samantha Geimer em lançamento de documentário sobre o caso em Nova York, em maio de 2008
Samantha Geimer em lançamento de documentário sobre o caso em Nova York, em maio de 2008
Foto: Getty Images

Samantha Geimer, a mulher que teria sido estuprada pelo cineasta Roman Polanski nos EUA na década de 1970, hoje com 50 anos, publicará no dia 17 de setembro suas memórias, após praticamente 35 anos em silêncio a respeito do caso.

Samantha, que tinha 13 anos na época, conta a sua versão no livro Girl: A life in the shadow of Roman Polanski, que traz na capa uma foto dela tirada pelo cineasta, foi divulgada nesta quarta-feira (24) pelo site The Hollywood Reporter.

A fotografia, ela alega, foi feita por Polanski no dia 20 de fevereiro de 1977, quase três semanas antes da suposta relação sexual com a menor, o que motivou o processo contra ele, acusado de tê-la drogado e estuprado.

Capa de Girl: A life in the shadow of Roman Polanski, em que Samantha Geimer se diz mais do que uma vítima
Capa de Girl: A life in the shadow of Roman Polanski, em que Samantha Geimer se diz mais do que uma vítima
Foto: The Hollywood Reporter / Reprodução

O cineasta se declarou culpado de "relações sexuais ilegais" com a adolescente, por ela ser menor de idade, e por isso foi levado à prisão para avaliação por três meses, embora só tenha passado 47 dias na cadeia.

Em 1978, no dia seguinte a uma reunião entre seus advogados e um juiz que teria dado a entender que o mandaria de volta à prisão, Polanski, sido solto sob fiança, tomou um avião para a Europa. Desde então é considerado foragido pela Justiça americana, que pediu sua extradição à Suíça, mas em 2010 obteve um "não" como resposta por falta de provas conclusivas sobre o caso.

A intenção de Samantha com o livro, diz ela, é contar sua versão da história, que sempre foi lembrada pelas consequências sofridas pelo cineasta e não pelas da vítima. "Sou mais que uma vítima de abusos sexuais e agora ofereço minha história sem raiva, mas com um propósito: compartilhar um relato com a minha identidade", afirmou.

A imagem da capa foi divulgada pela primeira vez graças ao processo que Samantha abriu em 1988 contra Polanski, encerrado após um acordo extrajudicial em que Samantha recebeu US$ 500 mil.

Como parte do processo, o advogado de Samantha, Lawrence Silver, solicitou ao diretor que devolvesse todas as fotografias que tinha tirado dela. Polanski entregou algumas, mas Silver sempre suspeitou da existência de outras, fato confirmado anos depois.

"Se não hovesse um processo estas fotografias nunca teriam sido descobertas", escreveu Silver no livro, segundo The Hollywood Reporter.

A editora promete um livro no qual os leitores vão conhecer detalhes "nunca antes revelados" sobre o caso. O processo contra Polanski continua aberto nos EUA e o cineasta não pode entrar no país para não ser preso.

EFE   
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