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Se você viveu a Porto Alegre dos anos 80 e 90, vai lembrar do Átrio Capitão 7

Entre fliperamas, romances e passinhos coreografados, o Átrio Capitão 7 marcou uma geração com sua energia única no centro da capital.

19 ago 2025 - 12h42
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Antes da era dos shoppings e dos celulares, existia um lugar no coração de Porto Alegre onde a juventude das periferias se reunia para paquerar, tomar umas bebidas, bater papo e viver o melhor da sua época. O nome? Átrio Capitão 7.

Foto: Marcello Campos / Porto Alegre 24 horas

Localizado no prédio do antigo Cine Capitólio, bem no centro da cidade, o Átrio era muito mais do que uma simples galeria: era um ponto de encontro efervescente para a juventude de classe média baixa nos anos 80 e 90. Com preços acessíveis e fácil acesso, atraía gente de todas as regiões — principalmente das zonas Leste e Sul — que chegava em ônibus lotados.

Fliperamas, lanchonetes, lojinhas e, acima de tudo, pessoas. Era ali que nasciam amizades, aconteciam os primeiros romances e onde a "geração das fichas" fazia morada entre um pastel e uma partida nos games. Quando a noite caía, o clima seguia animado, estendendo a festa por mais algumas horas.

Quem viveu aquela época guarda na memória os corredores cheios, os olhares trocados, as disputas nas máquinas de fliper e a energia única de um espaço que era simples, democrático e cheio de vida. O Átrio representava uma Porto Alegre mais popular, pulsante e acolhedora — longe das vitrines caras e dos ambientes elitizados.

Geração Atriana

O espaço físico já não existe, mas sua lembrança segue viva. Desde 2019, um grupo de antigos frequentadores decidiu manter essa memória acesa por meio de festas itinerantes que recriam o clima da época. Com danças coreografadas (os famosos passinhos) hits que marcaram gerações e uma presença ativa nas redes sociais, especialmente no Facebook e Instagram, o movimento atrai um público fiel que reencontra, nessas celebrações, não apenas amigos, mas também um pedaço de si mesmo. Hoje, o que se revive não é só um lugar, mas um tempo — aquele em que a cidade parecia mais próxima, mais simples, mais nossa.

Porto Alegre 24 horas
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