Cerca de 3 mil pessoas tomaram as ruas do Recife para participar do tradicional Quadrilhão, que abre o Festival de Quadrilhas Juninas da capital pernambucana
Foto: Marcelo Soares/PrimaPagina
A multidão de dançarinos estava espalhada por 40 diferentes quadrilhas juninas, que saíram juntas para marcar a abertura dos festejos da competição de dança
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Os dançarinos foram acompanhados por grupos de músicos, que tocaram o tradicional forro pé-de-serra
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As coreografias saem perfeitas, mas, por trás, há muito ensaio
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O coreógrafo Mika Silva foi um dos responsáveis por, na década de 1990, trazer toques de modernidade para as tradicionais quadrilhas de São João. Eu queria sintetizar o percurso do matuto que saiu da roça e agora vive na cidade grande, diz o coreógrafo
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Como resultado, muita gente jovem começou a participar do tradicional festejo junino
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A tradição permanece, por exemplo, nas temáticas das quadrilhas, que tem sempre o foco em um casamento
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A festa contou até com duas forroviocas trios elétricos adaptados especialmente para o São João
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Para se destacar na competição, que começa no dia 22 de junho, vale caprichar muito na fantasia
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Segundo o coreógrafo Phelipe Alves, da Dona Matuta, os ensaios costumam durar quase seis meses e o tema de cada ciclo é discutido coletivamente com o marcador, o figurinista e outros profissionais da cadeia produtiva do ciclo junino"
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Em 2013, a marca da modernidade não foram apenas os jovens. O quadrilhão também contou com um grupo formado por homossexuais e chamado Quadrilha Tradição
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Lutei contra muitos preconceitos. As noivas, por exemplo, eram sempre brancas. Fui o primeiro a colocar uma negra nesse papel, diz o coreógrafo Mika Silva
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Basta ver a quantidade de pessoas que compareceram ao evento para ver que o público abraçou as mudanças
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As crianças da quadrilha Matutinho usaram a história do Mágico de Oz como base de sua coreografia
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A modernização fez sucesso com os jovens, que, agora, comparecem em peso à festa
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Cerca de 3 mil integrantes de 40 quadrilhas juninas desfilaram na noite desta terça-feira pelas ruas centrais do Recife durante a oitava edição do Quadrilhão – evento apoiado pela prefeitura local que serve de aquecimento para o Festival de Quadrilhas Juninas da capital pernambucana, cujas eliminatórias se iniciam no dia 22 de junho. Os participantes foram acompanhados por oito trios de forró pé-de-serra e duas forroviocas -trios elétricos especialmente adaptados para o São João.
O mix de tradição e modernidade funcionou como atrativo para milhares de jovens da periferia do Recife. No desfile do Quadrilhão, eles formaram a maioria, dividindo coreografias com outro segmento beneficiado pelos novos tempos: o dos homossexuais. Este ano, a Quadrilha Tradição trouxe, para os concursos realizados no Grande Recife, o primeiro beijo gay na cerimônia de casamento. A partir do próximo sábado, será a vez da capital conhecer a novidade no seu Festival de Quadrilhas.
A modernidade, no entanto, demorou para conseguir seu espaço nas tradicionais quadrilhas do São João nordestino. Desde o início dos anos 90, no entanto, está em curso um processo de transformação que atualizou suas características básicas para um perfil mais urbano. Um dos responsáveis por essa pequena revolução é o coreógrafo Mika Silva, homenageado oficial, junto com o cantor e compositor Maciel Melo, do São João do Recife. “Quando comecei, em 1992, meu objetivo era trazer outros elementos da cultura popular para as quadrilhas, e também deixar as coisas com um ar mais profissional. Eu queria sintetizar o percurso do matuto que saiu da roça e agora vive na cidade grande”, contou Silva.
O novo formato enfrentou resistência de início: “lutei contra muitos preconceitos. As noivas, por exemplo, eram sempre brancas. Fui o primeiro a colocar uma negra nesse papel”. A modernização, no entanto, buscou preservar os elementos básicos da quadrilha. Cada apresentação tem que contar com uma série de coreografias e personagens tradicionais, e o enredo sempre gira em torno de um casamento. Segundo o coreógrafo Phelipe Alves, da Dona Matuta, “os ensaios costumam durar quase seis meses e o tema de cada ciclo é discutido coletivamente com o marcador, o figurinista e outros profissionais da cadeia produtiva do ciclo junino".