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Prêmio Ciccillo Matarazzo 2026 vai para Costanza Pascolato e Rubens Ricupero

Ícone da moda e diplomata foram reconhecidos por fortalecer laços entre Brasil e Itália

1 jun 2026 - 13h23
(atualizado às 13h31)
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A terceira edição do Prêmio Ciccillo Matarazzo Italiani nel Mondo, uma iniciativa de Andrea Matarazzo, foi realizada no Terraço Itália, no centro de São Paulo. Anualmente, a honraria homenageia personalidades de ascendência italiana residentes no Brasil que se destacaram em suas respectivas áreas, fortalecendo os laços entre os dois países.

Andrea Matarazzo, Alessandra Blocker, filha de Costanza Pascolato, e Rubens Ricupero
Andrea Matarazzo, Alessandra Blocker, filha de Costanza Pascolato, e Rubens Ricupero
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O patrono que dá nome ao prêmio e o inspira é Ciccillo Matarazzo, filho do senador Andrea Matarazzo e neto do conde Francesco Matarazzo, ambos imigrantes italianos que chegaram ao Brasil em 1882.

Ciccillo Matarazzo destacou-se como um grande industrial brasileiro e pelo imenso legado cultural que deixou para o Brasil. Fundou o Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC), a Fundação Bienal de São Paulo, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), a produtora cinematográfica Vera Cruz e o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). Foi presidente da Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo, que, entre outras coisas, idealizou o Parque do Ibirapuera. Ciccillo Matarazzo é considerado o maior mecenas das artes do Brasil.

A primeira edição do prêmio foi realizada em 2024, ano que marcou o 150º aniversário da imigração italiana para o Brasil.

Os vencedores deste ano foram Costanza Pascolato e Rubens Ricupero.

Nascida em Siena em 1939 e residente em São Paulo desde 1945, Pascolato é um ícone da moda ítalo-brasileira: colunista da Vogue Brasil por mais de vinte anos, é autora dos livros "A elegante do agora" (Tordesilhas, 2019), "Confidencial" (Jaboticaba, 2009) e "O Essencial", um best-seller publicado originalmente em 1999. Pesquisadora e pensadora de moda, Costanza trabalha no jornalismo brasileiro desde a década de 1970, construindo uma carreira sólida e influente. Sua contribuição para o mercado editorial também inclui consultoria de estilo para grandes séries de televisão e curadoria de exposições que combinam arte e vestuário, consolidando a moda como um campo de estudo acadêmico no Brasil. Em 2026, ela conta com mais de 800 mil seguidores nas redes sociais, onde compartilha imagens, experiências e percepções sobre moda, estilo e o cenário contemporâneo.

Rubens Ricupero, por outro lado, nasceu em São Paulo em 1937, filho de imigrantes italianos que viviam no tradicional bairro do Brás. Formado em Direito, teve uma das carreiras mais significativas da diplomacia e da vida pública brasileira.

Embaixador em Genebra (1987-1991), nos Estados Unidos (1991-1993) e no Irã (1995), também atuou como assessor de Tancredo Neves e do presidente José Sarney. Foi Ministro do Meio Ambiente e da Amazônia e, posteriormente, Ministro da Fazenda.

Nessa função, supervisionou o lançamento do Plano Real em julho de 1994. No âmbito internacional, foi Secretário-Geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em Genebra e Subsecretário-Geral das Nações Unidas.

O cônsul italiano Domenico Fornara esteve presente na cerimônia. Em seu discurso, enfatizou o vínculo entre essas duas personalidades e a República Italiana, lembrando que, em 2008, Costanza Pascolato foi condecorada com a Ordem da Estrela da Solidariedade Italiana, no grau de Comendadora, em reconhecimento ao seu papel como cidadã ilustre e à sua excepcional contribuição para o desenvolvimento da indústria da moda internacional. Rubens Ricupero também foi agraciado com a Ordem do Mérito da República Italiana, grau de Grande Oficial, uma honraria concedida em sua condição de eminente diplomata, ex-Ministro das Relações Exteriores e da Fazenda do Brasil, e profundo conhecedor e promotor dos laços culturais e institucionais entre a Itália e o Brasil. 

Ansa - Brasil
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