Filha de Eunice Paiva celebra homenagem aprovada na Itália
História da família de Eliana é retratada em 'Ainda Estou Aqui'
Uma das filhas de Eunice e Rubens Paiva, cujo sequestro, desaparecimento e morte pelas mãos da ditadura militar provocou uma revolução na vida da mulher interpretada por Fernanda Torres em "Ainda Estou Aqui", celebrou a decisão de Polignano a Mare, no sul da Itália, de aprovar uma rua com o nome de sua mãe.
Em entrevista à ANSA, Eliana Paiva afirmou que a família está muito feliz e honrada com esta imensa homenagem e que todos começaram a pensar que se aproximaram mais agora de Polignano do que antes.
"Estamos muito felizes com esta imensa homenagem, todos da família começam a pensar que nos aproximamos mais agora de Polignano do que em todas as décadas que se seguiram desde a imigração de nossos avós para o Brás", declarou.
No último dia 1º de maio, a Câmara Municipal de Polignano a Mare aprovou, por unanimidade, uma moção que prevê a nomeação de uma rua em homenagem à advogada brasileira Eunice Facciolla Paiva, cuja história foi narrada no vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles.
A proposta foi apresentada no mês passado pelos vereadores Maria La Ghezza e Vito Pietro L'Abbate, ambos do Movimento 5 Estrelas (M5S), no intuito de celebrar uma mulher "símbolo da luta pelos direitos civis no Brasil e figura com profundas raízes familiares no município de Puglia".
Eunice é descendente de imigrantes de Polignano que se mudaram para o Brasil no fim do século 19. Ela nasceu e cresceu no bairro do Brás, em uma comunidade de imigrantes italianos, e seu avô foi um dos fundadores da Associação Beneficente São Vito Mártir, promotora da Festa de São Vito, maior evento religioso e social da comunidade ítalo-paulistana.
"Polignano já faz parte da nossa rua, nosso bairro, de nossas vidas, assim como fez parte do cotidiano além mar, no coração e lembrança de nosso avós", ressaltou a filha da advogada brasileira.
Por fim, Eliana garantiu que ter uma rua na Itália com o nome da própria mãe a faz sentir que a cidade está mais próxima. "Polignano agora parece que fica na esquina de casa", concluiu ela, citando uma frase dita por um de seus primos.
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