Ilha de Capri declara guerra a abordagens invasivas contra turistas
Nova norma prevê multas de até R$ 3 mil para comerciantes insistentes
A ilha de Capri, no sul da Itália, declarou guerra aos comerciantes e prestadores de serviços turísticos que abordam turistas de maneira insistente nas ruas.
A prefeitura de Capri, uma das cidades que compõem a ilha (a outra é Anacapri), publicou nesta semana um regulamento que proíbe a captação invasiva de clientes, sob pena de multas que variam de 25 a 500 euros (entre R$ 150 e R$ 3 mil).
A medida visa coibir comerciantes e operadores turísticos que abordam visitantes de forma insistente ? e por vezes agressiva ? para oferecer refeições, produtos, passeios e excursões.
"É proibido absolutamente aos operadores comerciais, aos donos de agências de serviços turísticos e a seus colaboradores de realizar atividades de captação de clientes por meio de abordagens invasivas e insistentes em solo público ou de uso público", diz a nova norma.
"O grande número de turistas que circulam diariamente pelo centro histórico e pela zona portuária exige que sejam mantidos o decoro geral e a circulação tranquila de pedestres e veículos, sem que eles sejam continuamente abordados e parados", justificou a prefeitura.
Com a nova regra, a pitoresca ilha do Golfo de Nápoles espera melhorar a experiência dos visitantes, garantindo que a beleza local não seja ofuscada pelo assédio comercial nas ruas. .