Começa na Itália 1º ano letivo após veto a celulares em escolas
Volta às aulas no país envolve cerca de 7,8 milhões de estudante
Após as longas férias de verão, as escolas italianas deram nesta segunda-feira (15) o pontapé inicial ao primeiro ano letivo verdadeiramente offline, pois o uso de celulares nas instituições de ensino pelos alunos foi vetado.
A volta às aulas no país europeu, que envolve cerca de 7,8 milhões de estudantes e mais de um milhão de funcionários escolares, começou com muitas novas medidas, mas a mais notável foi, sem dúvida, a proibição do uso de smartphones.
As penalidades para quem não cumprir a norma serão decididas pelas próprias escolas, mas geralmente variam de advertência à suspensão. Apesar da polêmica mudança, os alunos, em geral, apreciaram a novidade.
"Não mudou muita coisa, embora agora eu converse mais com meus colegas", admitiu Jacopo, um aluno do Instituto Marie Curie-Piero Sraffa, em Milão.
Já Massimo Nunzio Barrella, diretor de um colégio italiano da capital da região da Lombardia, afirmou que ficou surpreso com a reação dos estudantes, já que não ocorreram protestos e viu muitos alunos sem o celular na mão.
"Isso me dá esperança. Acredito que os alunos estavam esperando que os adultos se posicionassem para conter o fenômeno. A proibição deve ser vista como uma reconquista das liberdades que nos foram tiradas lenta e inconscientemente. Não queremos demonizar o celular, mas agora as crianças conversam mais entre si durante o recreio", acrescentou o gestor.
O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, alertou que estudos promovidos pelo governo italiano indicaram que o "uso excessivo do celular causa um impacto negativo na memória, na imaginação, na concentração e até mesmo na aprendizagem".
Os alunos retornaram às aulas hoje em Abruzzo, Basilicata, Campânia, Emilia-Romagna, Lazio, Ligúria, Marcas, Molise, Sardenha, Sicília, Toscana e Úmbria. Amanhã (16) será a vez de estudantes e professores da Puglia e da Calábria. .