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Começa na Itália 1º ano letivo após veto a celulares em escolas

Volta às aulas no país envolve cerca de 7,8 milhões de estudante

15 set 2025 - 15h08
(atualizado às 15h15)
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Após as longas férias de verão, as escolas italianas deram nesta segunda-feira (15) o pontapé inicial ao primeiro ano letivo verdadeiramente offline, pois o uso de celulares nas instituições de ensino pelos alunos foi vetado.

Volta às aulas no país envolve cerca de 7,8 milhões de estudante
Volta às aulas no país envolve cerca de 7,8 milhões de estudante
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A volta às aulas no país europeu, que envolve cerca de 7,8 milhões de estudantes e mais de um milhão de funcionários escolares, começou com muitas novas medidas, mas a mais notável foi, sem dúvida, a proibição do uso de smartphones.

As penalidades para quem não cumprir a norma serão decididas pelas próprias escolas, mas geralmente variam de advertência à suspensão. Apesar da polêmica mudança, os alunos, em geral, apreciaram a novidade.

"Não mudou muita coisa, embora agora eu converse mais com meus colegas", admitiu Jacopo, um aluno do Instituto Marie Curie-Piero Sraffa, em Milão.

Já Massimo Nunzio Barrella, diretor de um colégio italiano da capital da região da Lombardia, afirmou que ficou surpreso com a reação dos estudantes, já que não ocorreram protestos e viu muitos alunos sem o celular na mão.

"Isso me dá esperança. Acredito que os alunos estavam esperando que os adultos se posicionassem para conter o fenômeno. A proibição deve ser vista como uma reconquista das liberdades que nos foram tiradas lenta e inconscientemente. Não queremos demonizar o celular, mas agora as crianças conversam mais entre si durante o recreio", acrescentou o gestor.

O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, alertou que estudos promovidos pelo governo italiano indicaram que o "uso excessivo do celular causa um impacto negativo na memória, na imaginação, na concentração e até mesmo na aprendizagem".

Os alunos retornaram às aulas hoje em Abruzzo, Basilicata, Campânia, Emilia-Romagna, Lazio, Ligúria, Marcas, Molise, Sardenha, Sicília, Toscana e Úmbria. Amanhã (16) será a vez de estudantes e professores da Puglia e da Calábria. .

Ansa - Brasil
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