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Capela Sistina inicia restauração de 'O Juízo Final', de Michelangelo

Micropartículas levadas pelo ar modificaram cores originais do afresco

2 fev 2026 - 15h08
(atualizado às 15h32)
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A obra-prima de Michelangelo "O Juízo Final" começou a ser restaurada nas paredes do altar da Capela Sistina, no Vaticano. O projeto de limpeza do afresco está previsto para durar três meses, sem interromper as visitas ao espaço religioso.

Última restauração de 'O Juízo Final' ocorreu há mais de 30 anos
Última restauração de 'O Juízo Final' ocorreu há mais de 30 anos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Atrás de uma tela de alta definição que reproduz "O Juízo Final", membros do Laboratório de Restauração de Pinturas e Materiais de Madeira dos Museus Vaticanos fazem a manutenção da pintura de Michelangelo Buonarroti (1475-1564), que recebeu sua última intervenção em 1994.

O trabalho de Michelangelo "está agora no centro de uma campanha específica de manutenção devido à presença de um extenso véu esbranquiçado, produzido pela deposição de micropartículas de substâncias estranhas transportadas pelo ar, que ao longo do tempo atenuaram os contrastes de claro-escuro e uniformizaram as cores originais do afresco", explicou Paolo Violini, chefe da equipe de restauração.

Já o curador do Departamento de Arte dos séculos 15 e 16, Fabrizio Biferali, comentou que o afresco renascentista foi "encomendado a Buonarroti em 1533 pelo papa Clemente VII para a parede do altar da Capela Sistina", no entanto, a obra só foi iniciada em 1536, sob o pontificado de Paulo III, que nomeou o artista toscano 'supremum architectum, sculptorem et pictorem' [supremo arquiteto, escultor e pintor] do Palácio Apostólico", liberando-o de outras obrigações para que "pudesse se dedicar exclusivamente ao projeto na Sistina".

Em 1541, Michelangelo terminou o 'Juízo Final', cuja cena ocupa cerca de 180 metros quadrados de superfície e traz 391 figuras. Assim, em 31 de outubro daquele ano, o papa Paulo III pode celebrar a extraordinária imagem, que como definiu o pintor e arquiteto do mesmo período Giorgio Vasari (1511-1574), "encheu Roma de deslumbramento e admiração".

Há tempos, as pinturas na Capela Sistina são alvo de atividades constantes de conservação, tendo em vista o elevado número de visitantes.

Ansa - Brasil
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