Brasil vira laboratório para ensino de língua italiana na América do Sul
Proposta em São Paulo já envolveu 120 professores do idioma
O Brasil foi cotado para ser um potencial laboratório para a cultura de língua italiana na América do Sul durante um encontro em São Paulo promovido pela Sociedade Dante Alighieri e pelo Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro (Icib).
A iniciativa, que contou com a participação das Secretarias de Educação dos municípios de São Paulo, Mococa e Jarinu, teve como objetivo analisar o programa de formação em língua italiana para professores da rede pública brasileira.
O projeto, lançado há três anos com a coordenação científica da Universidade de Parma, na Itália, já envolveu 120 professores designados para o ensino do idioma no país.
Ao término do programa, a proposta oferece uma certificação de proficiência em italiano nível B1 do Projeto Dante Alighieri de Língua Italiana (Plida), emitida pela instituição homônima.
A medida visa construir uma rede estável de professores capazes de fortalecer a presença do idioma do país europeu no sistema público de ensino do Brasil, nação com cerca de 30 milhões de ítalo-descendentes e mais de 730 mil cidadãos italianos residentes.
"São Paulo pode ser um modelo para a América do Sul", afirmou o presidente do Icib, Marzio Arcari, sobre a iniciativa.
Já para o vice-secretário da Sociedade Dante Alighieri, Andrea Vincenzoni, "formar professores hoje significa construir o italiano do amanhã".
Fundada em 1889, a Sociedade Dante Alighieri promove a língua e a cultura italianas por meio de uma rede internacional com mais de 430 comitês e 262 centros de exame Plida. Por sua vez, o Icib dedica-se ao intercâmbio educacional e cultural entre o Brasil e a Itália. .
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