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Além de Veneza: Carnaval em vilarejos italianos reúne tradição e autenticidade

Cidades oferecem experiências únicas durante festividade

9 fev 2026 - 14h07
(atualizado às 15h04)
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Na contramão de um dos carnavais mais famosos do mundo, o de Veneza, a festividade nos "vilarejos mais bonitos da Itália" também se mostra como uma opção atrativa ao reunir tradição e história, mas sem grandes multidões.

Um exemplo é a cidade de Bagolino, província de Brescia, na Lombardia, que oferece um carnaval com foco em danças folclóricas executadas pelos "balari" (dançarinos), acompanhadas pelos "sonadur" (músicos) e animadas pelos "mascar" (figuras mascaradas), de modo a preservar o patrimônio rural profundamente enraizado na história da cidade.

Os desfiles no vilarejo acontecem entre 15 e 17 de fevereiro, quando o ritmo inconfundível dos tamancos tomará conta das ruas. O calçado é um elemento característico de dois trajes tradicionais: o "ceviol" para os homens e o "guenel" para as mulheres.

Já em Offida, na província de Ascoli Piceno, em Marcas, as raízes do carnaval remontam às antigas festas dionisíacas gregas e saturnálias romanas, dedicadas à renovação da natureza.

Todos os anos, de meados de janeiro até a terça-feira de carnaval, toda a cidade ganha vida com eventos que combinam história, tradição e celebração popular.

'Guazzaró' faz a alegria do carnaval em Offida

O símbolo da festa é o "guazzaró", uma túnica branca com um lenço vermelho no pescoço, usada pelos participantes. Em meio a fanfarras e esquetes alegres, os grupos mascarados das congregações celebram a alegria coletiva, tornando a festa em Offida um evento imperdível.

Na Sardenha, o carnaval de Bosa, na província de Oristano, começa antes da "quinta-feira gorda" - uma tradição cristã em alguns países que marca a última quinta-feira antes da Quaresma -, com a "gioggia laldagiolu": figuras mascaradas vestem seus casacos do avesso, pintam os rostos de preto com cortiça queimada e vagam de casa em casa cantando rimas. Em troca, recebem comida e vinho, que acabam em seus alforjes ou espetados em varas especialmente preparadas.

O auge da folia, no entanto, ocorre na terça-feira, com "s'attìttidu", onde os foliões, com os rostos pintados de preto, lamentam a morte de "Giolzi", o rei do carnaval. Ao cair da noite, o preto dá lugar ao branco.

Em Novara di Sicilia, província de Messina, o carnaval sempre esteve ligado ao "gioco del maiorchino", um jogo que consiste em rolar uma roda de queijo por um determinado percurso.

O ponto alto da festividade no vilarejo são as noites de dança realizadas no teatro municipal, de quinta à terça-feira de carnaval, exceto na sexta. Sempre à meia-noite, a dança é interrompida para o tradicional "schiticchiu", uma degustação de guloseimas típicas da região.

Em 21 de fevereiro, Moneglia, província de Gênova, na Ligúria, oferece um dia de diversão e tradição. Para começar, o "cimento della zucca" ("prova da abóbora") convida os foliões mais corajosos a dar um mergulho na praia em pleno inverno.

Para quem não tem tanta coragem assim, há a degustação de polentas fumegantes e de um bom vinho. À tarde, um grande desfile de máscaras e carros alegóricos toma conta da cidade.

Ansa - Brasil
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