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Angelina Jolie sugere que pode entrar para política

28 dez 2018 - 15h51
(atualizado às 16h44)
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LONDRES (Thomson Reuters Foundation) - Angelina Jolie sugeriu nesta sexta-feira pode entrar para política, à medida que advertia líderes globais a fazerem mais para ajudar refugiados e mulheres que vivem em territórios de guerra.

Enviada especial da agência de refugiados da ONU Angelina Jolie durante coletiva de imprensa em Lima, no Peru 23/09/2018 Palácio do Governo do Peru/Andres Valle/Divulgação via REUTERS
Enviada especial da agência de refugiados da ONU Angelina Jolie durante coletiva de imprensa em Lima, no Peru 23/09/2018 Palácio do Governo do Peru/Andres Valle/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

Questionada se estaria caminhando para uma carreira política, a estrela de Hollywood, que também é enviada especial da agência de refugiados da ONU e ativista contra violência sexual de mulheres, disse que "iria aonde precisarem de mim".

"Se você tivesse me perguntado isso há 20 anos, eu teria rido", disse em entrevista à emissora britânica BBC. "Eu não sei se estou qualificada para política, mas também já brinquei que não sei se tenho um cadáver no meu armário", acrescentou.

Jolie disse que seu trabalho com a ONU e outras organizações permitiu que ela "conseguisse muitas coisas sem um título", mas não descartou uma mudança no futuro.

"Honestamente, farei o que eu achar que pode realmente provocar mudanças e, neste momento, posso trabalhar com uma agência da ONU (...) para trabalhar diretamente com pessoas necessitadas", disse.

"Eu também posso trabalhar com governos e também posso trabalhar com militares, então estou em um lugar muito interessante onde consigo fazer muitas coisas sem um título, sem ser sobre mim ou minhas políticas, então por enquanto eu vou ficar quieta", acrescentou.

Nos últimos anos, a atriz vencedora do Oscar visitou campos de refugiados anos para chamar atenção para a situação dos deslocados pela guerra e expandiu seus esforços internacionais para proteger as mulheres, trabalhando com a Otan e com governos para ajudar a impedir o uso do estupro como arma de guerra.

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