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Zuckerberg convenceu Trump a chantagear países por conta de impostos digitais, diz agência

Segundo a 'Bloomberg', decisão de Trump de ameaçar países que adotarem impostos surgiu após encontro com CEO da Meta; companhia confirma o encontro, mas não comentou denúncia da agência

29 ago 2025 - 12h12
(atualizado às 16h10)
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Donald Trump só cogitou impor tarifas "expressivas" a países que criassem impostos específicos para empresas de tecnologia depois de se encontrar com Mark Zuckerberg, dono da Meta, segundo a Bloomberg.

De acordo com a agência de notícias, o cofundador do Facebook visitou o presidente dos Estados Unidos na semana passada em um encontro que não foi divulgado publicamente. À agência, a Meta confirmou que "Mark Zuckerberg foi à Casa Branca na semana passada para discutir os investimentos domésticos de infraestrutura da Meta e o avanço da liderança tecnológica americana no exterior". No entanto, a gigante não comentou a afirmação da Bloomberg. Porta-vozes da Casa Branca não comentaram o assunto.

Segundo a reportagem, Trump e Zuckerberg falaram sobre um imposto que os preocupa: alguns países cobram das gigantes de tecnologia parte da receita obtida de usuários locais. A União Europeia adotou esse modelo e outros países, incluindo o Brasil, discutem algo semelhante.

No caso da Meta, esse dinheiro vem quase todo da venda de anúncios no Instagram, Facebook, WhatsApp e Treads. Pouco depois do encontro, Trump afirmou que esses impostos e a busca por regulação das redes sociais prejudicam e discriminam a tecnologia americana, enquanto dão "carta branca às maiores empresas de tecnologia da China".

Trump ainda disse que todos os países adeptos a esse tipo de tributação estavam "em alerta" e poderiam enfrentar tarifas "substanciais", além de restrições à exportação de semicondutores dos EUA. Caso "essas ações discriminatórias sejam retiradas", a governo americano iria recuar, segundo o republicano.

"Eu vou enfrentar os países que atacam nossas incríveis empresas de tecnologia americana", escreveu Trump na segunda-feira, 25, na sua rede social, a Truth Social.

Os comentários do presidente reacenderam uma disputa com parceiros comerciais tão antiga quanto sua "parceria" com Zuckerberg. Autoridades dos EUA já levantaram o tema durante negociações recentes com a União Europeia. O argumento cita que os impostos afetam de maneira desleal empresas americanas, como Meta, Amazon e Google.

Com alíquotas e condições variadas, França, Itália, Áustria, Espanha e Reino Unido são países que já adotaram impostos sobre serviços digitais.

Zuckerberg busca se aproximar de Trump depois do seu retorna à presidência. Mesmo depois de ser chamado de "criminoso" e sofrer ameaças de prisão do republicano, o CEO da Meta reformulou as políticas de moderação e diversidade das redes sociais da empresa e visitou à Casa Branca e o resort Mar-a-Lago, na Flórida. Além disso, doou US$ 1 milhão para a cerimonia de posse de Trump.

Outra forma de aumentar sua presença em Washington foi gastar milhões de dólares para comprar duas casas próximas ao Observatório Naval, onde o vice-presidente, JD Vance, mora. Os conselhos de administração das empresas controladas pela Meta também foram inundados por aliados de Trump.

A relação fortalecida entre Trump e Zuckerberg proporciona conversas sobre assuntos que vão de inteligência artificial (IA) a regulação europeia das big techs. Na reunião da semana passada, esses temas foram discutidos, inclusive o plano de construir um gigantes data center da Meta na zona rural da Louisiana.

Trump chegou a mostrar para sua equipe o projeto de Zuckerberg. O desenho comparava o prédio do data center de Lousiana com o mapa de Manhattan para dar noção da escala. O republicano contou que estava impressionado com empreitada que deve custar US$ 50 bilhões.

Estadão
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