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De cirurgias remotas a carros autônomos: como 5G mudará nossas vidas

Chegada do 5G vai além da internet mais rápida e pode automatizar edifícios e cidades; nova tecnologia chega a São Paulo nesta quinta-feira

4 ago 2022 - 05h00
(atualizado às 19h46)
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5G tem menor tempo de resposta a um comando, o que promoverá mais trocas de dados entre diferentes aparelhos
5G tem menor tempo de resposta a um comando, o que promoverá mais trocas de dados entre diferentes aparelhos
Foto: Denys Nevozhai / Unsplash

 O 5G chega à São Paulo na sua frequência conhecida como “pura” (3,5Hz) nesta quinta-feira (4). A chegada desse tipo de internet móvel foi muito comemorada não apenas na telefonia. A indústria espera uma revolução em diversas áreas como medicina, agricultura, logística e casa inteligente.

Imediatamente, a chegada do 5G a São Paulo trará conexão mais rápida para quem tiver um celular apto à nova rede e estejam localizados na rede ativa de 5G da sua operadora. Mas o 5G também removerá barreiras da conectividade. Ele tem menor latência (tempo de resposta a um comando), o que promoverá mais trocas de dados entre diferentes aparelhos e expandirá suas aplicações integradas.

Isso cria um ambiente de conexão nunca visto antes, de acordo com o gerente de pesquisa de tecnologia da informação da IDC Brasil, Luciano Saboia. “Isso aumenta o grau de digitalização. Se até hoje o 4G teve como maior propósito conectar as pessoas através dos seus smartphones, no 5G estamos falando de ir bem além dos smartphones. Estamos falando de máquinas, objetos, fechaduras, lâmpadas, ou qualquer outro dispositivo”, afirma ele.

Antes da chegada do 5G nas suas frequências ideais, o DSS já havia chegado no Brasil. Saboia explica que este tipo de internet é uma adaptação no uso das frequências existentes que emula a velocidade da rede 5G. Agora estamos vivendo um outro momento com novas bandas que dão margem para outros tipos de inovação.

Para que eu posso usar o 5G?

Uma pesquisa realizada pela TIC voltada apenas para consumidores mostrou que para 84% dos brasileiros, o 5G deve mudar a forma como eles acessam a internet, para 82% a maneira como assistem vídeos, e para 72% o 5G vai mudar a maneira como eles jogam online.

De acordo com a Anatel, a velocidade do 5G é de pelo menos dez vezes maior que a do 4G e pretende trazer mais automação industrial, cirurgias à distância e carros autônomos. O setor de internet das coisas (IoT) também será bastante beneficiado, pois permitirá mais serviços entre objetos conectados.

O 5G deve modificar os serviços públicos com o desenvolvimento, a longo prazo, do que são chamadas como “smart cities”, ou “cidades inteligentes”.

Essas cidades, de acordo com o que explica Saboia, teriam:

  • Iluminação eficiente, com o objetivo de reduzir custos de energia;
  • Redes elétricas com medidores inteligentes para serviços como gás, água, etc;
  • Edifícios inteligentes, com programação de portas e elevadores;
  • Segurança pública com câmeras ainda mais integradas pela internet;
  • Maior controle de acesso de veículos nas cidades, e a longo prazo veículos de emergência conectados ao sistema de saúde, monitoramento do tráfego de acordo com a frota, entre outras inovações.

Ricardo Queiroz, sócio da PwC Brasil, ainda prevê com o 5G transações financeiras mais ágeis e realizadas em qualquer local do mundo.

Para ele, os primeiros cinco anos do 5G serão modestos porque as empresas de telecomunicações ainda estão voltadas para a construção de uma infraestrutura que comporte a tecnologia. A partir de 2025, porém, os investimentos tendem a dinamizar a economia global. 

“Estimamos que até 2030, seja adicionado aproximadamente US$ 1,3 trilhão no PIB global como resultado da implementação do 5G. No Brasil, a nova tecnologia tem potencial de reduzir o abismo digital no Brasil. Mas políticas públicas e privadas precisam abranger os demais pilares deste problema”, comenta Queiroz.

Como posso usar o 5G no meu celular?

Para ter acesso à conexão 5G que será disponibilizada nesta quinta-feira (4/8) em São Paulo, o usuário deve ter um celular que seja compatível com a tecnologia. É importante checar se o celular é compatível com as novas frequências do 5G “puro”, além de, a depender da operadora, comprar um chip novo. 

Ainda que a Anatel afirme que já existem mais de 60 aparelhos compatíveis com a nova tecnologia, nem todos estão em operação para a nova rede "pura", chamada também como “standalone”. A Samsung conta com 14 modelos de celulares disponíveis para a nova rede, e a Apple também já está testando iPhones compatíveis com o 5G puro nacional, mas ainda não tem data de lançamento.
 

Fonte: Redação Byte
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