Usina nuclear da França é invadida por águas-vivas
E um dos motivos é, mais uma vez, a mudança climática
Os reatores 2, 3 e 4 da usina nuclear de Gravelines, no norte da França (e a apenas 20 quilômetros de Dunkerque), tiveram de ser desligados preventivamente na última terça-feira. O motivo? Segundo a agência Reuters, um enxame de águas-vivas obstruiu os filtros da estação de bombeamento de água do mar, responsável por resfriar as unidades e garantir o funcionamento daquela que é a maior central do país.
Como o reator 5 já estava desligado para manutenção, Gravelines funcionou apenas com o reator 6 em plena capacidade e o reator 1 a 50% de sua capacidade durante o começo desta semana. Agora, a Électricité de France (EDF), a estatal de eletricidade que administra essa central, anunciou a reconexão do reator 2.
Essa rápida atuação foi possível, em parte, porque Gravelines sofreu outra invasão semelhante no ano passado que a levou a interromper totalmente suas atividades durante 10 dias. Por causa desse incidente, foram instaladas câmeras fixas nos canais de entrada e nos filtros da estação de água para detectar qualquer obstrução o mais rápido possível.
Mais uma vez, a mudança climática
Com essas medidas, Gravelines conseguiu voltar a funcionar a tempo de manter alguns dos reatores em operação. Esta época do ano, verão europeu, é especialmente crítica para a produção de energia, não só pelo alto consumo, mas também por outras complicações relacionadas ao clima, como a baixa vazão do rio Danúbio, que afetou as usinas da Romênia e da Hungria.
No caso da França, além disso, o parque ...
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