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Tivit investirá R$1 bi em aquisições na América Latina

24 set 2026 - 10h40
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Resumo
A brasileira Tivit anunciou um programa de R$ 1 bilhão para aquisições na América Latina, financiado por caixa próprio, visando expandir tecnologias proprietárias em setores como finanças, saúde e IA. Controlada pelo grupo italiano Almaviva, a empresa busca desenvolvedoras de software e hardware com receita anual entre R$ 20 milhões e R$ 200 milhões. Após mapear mais de 600 negócios, a companhia já mantém 15 negociações avançadas, sem um prazo fixado para o desembolso dos investimentos.

A companhia brasileira ‌de tecnologia Tivit anunciou nesta quinta-feira um programa de R$1 bilhão em aquisições na América Latina, em estratégia para ampliar portfólio de tecnologias proprietárias e criar plataformas especializadas em setores estratégicos.

O programa priorizará a aquisição de companhias desenvolvedoras de software e hardware proprietários com faturamento entre R$20 milhões ⁠e R$200 milhões por ano. Não há prazo preestabelecido para desembolso dos ‌recursos.

A Tivit foi adquirida no ano passado pelo grupo italiano Almaviva.

"Ficamos um ano nessa jornada de integração e agora estamos mais maduros. Então ‌esse momento acaba abrindo espaço para um investimento ‌mais agressivo", disse Mitri Brito, diretor de estratégia, fusões e ⁠aquisições e marketing da Tivit.

Segundo o executivo, o investimento de R$1 bilhão será financiado por meio da geração própria de caixa da Tivit, conforme as novas aquisições forem concretizadas. "Vemos oportunidades no nosso mercado", acrescentou Brito.

Os investimentos estão organizados em seis plataformas verticais, sendo elas: Governo, com foco em ‌Segurança Pública e Defesa, Mercado Financeiro, Transportes, Manufatura, Saúde e 'Utilities', além de ‌duas plataformas horizontais, Inteligência Artificial ⁠e Segurança Cibernética.

Para ⁠executar o programa, a companhia desenvolveu estudos dedicados por indústria, analisando necessidades dos ⁠clientes, dinâmica competitiva, tendências tecnológicas e ‌oportunidades de inovação.

"Durante o estudo, ‌nós observamos oportunidades de tecnologia, mas também percebemos dores verticais, específicas de cada indústria. Para resolver isso, a avaliação foi de que precisávamos tanto de uma abordagem horizontal quanto vertical", disse Brito.

A Tivit ⁠mapeou 620 empresas que poderiam ser alvos de aquisição. Dessas, 308 foram selecionadas e abordadas. No fim, a Tivit realizou conversas com 75 potenciais alvos e mantém 15 oportunidades em fase de aprofundamento de negocição.

O executivo disse que as empresas que ‌ficaram de fora do programa foram filtradas por motivos distintos, como desalinhamento de interesse por parte dos fundadores, falta de maturidade comercial ou ⁠modelos de negócios não escaláveis, enquanto as 15 finalistas avançaram por meio de análises qualitativas de potencial de escala.

"Olhamos com muito bons olhos a IA. Temos serviços e produtos no portfólio tanto para (segmentos) horizontais quanto para verticais", disse o executivo.

O grupo Almaviva destinou mais de R$6 bilhões a operações de fusão e aquisição nos últimos dois anos, sendo aproximadamente metade desse montante foi direcionado à América Latina.

Além da Tivit, o grupo ampliou sua presença em diferentes mercados por meio de aquisições como a Iteris, especializada em mobilidade inteligente nos Estados Unidos; Mabrian, voltada a tecnologias para turismo; e a B.M. Tecnologie Industriali, especializada em soluções para saneamento e gestão de água.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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