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Supercomputador brasileiro pode projetar até o futuro

Os supercomputadores podem ter capacidade de processamento de 20 milhões de smartphones.

4 abr 2022 - 02h00
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Foto: Adobe Stock

Pode parecer impossível, mas existem computadores capazes de simular o futuro. Não por um exercício de adivinhação, mas a partir de cálculos extremamente complexos de uma imensidão de dados não lineares. 

Especialista na produção e comercialização de servidores, storages, mini-PCs e soluções de infraestrutura de TI para negócios e serviços, a Positivo Servers & Solutions tem em seu portfólio o fornecimento de equipamentos usados em grandes projetos de HPC (High Performance Computing), ou supercomputadores. 

Silvio Ferraz de Campos, CEO da marca, explica um pouco mais sobre os diferenciais desta tecnologia e como ela será cada vez mais importante no dia a dia de toda a população mundial.

“Os supercomputadores são normalmente usados para fins científicos, em diversas áreas, justamente por causa da alta capacidade de processamento massivo de dados não lineares entre diversos parâmetros. Com agilidade e precisão, realizam quatrilhões de cálculos por segundo, reduzindo significantemente o tempo de processamento das informações a partir de Big Data e métodos de análise de dados, como machine learning e inteligência artificial”, explica Silvio Campos.

Para se ter uma ideia, a capacidade de um único supercomputador pode ser maior do que a de mais de 20 milhões de smartphones ou 530 mil computadores domésticos trabalhando juntos. Com componentes poderosos, os HPCs têm o poder de simular incontáveis cenários e “prever” o futuro com 100% de assertividade. 

Desta forma, essas máquinas são utilizadas para resolver questões de física quântica e mecânica, pesquisas climáticas e meteorológicas, modelagem molecular e até médicas, como no processo de desenvolvimento de vacinas para a Covid-19.

Em 2020, o supercomputador Dragão, da Petrobras, contou com servidores fabricados, em Manaus, pela Positivo Servers & Solutions, que é integradora oficial de sistemas da Supermicro e parceira da Atos, fornecedoras do projeto. Só no caso dele, que é o maior supercomputador da América Latina, foram necessários 13 caminhões para transportar os equipamentos até o local de montagem.

“Entre outros propósitos, o Dragão atua no atendimento de necessidades de processamento de dados geofísicos com algoritmos mais eficientes, reduzindo significativamente o tempo operacional e os riscos do projeto, já que permite antecipar decisões a partir de simulações”, comenta Campos. 

Além do Dragão, a Positivo Servers & Solutions já fabricou, em anos anteriores, servidores com tecnologia da Supermicro, Nvidia e Intel para outros dois projetos de supercomputadores da Petrobras, o Atlas e Fenix, ambos em conjunto com a Atos, responsável pela venda e implementação da solução.

Os HPCs estão espalhados por cerca de mil parques dedicados em todo o mundo e, além de contar com infraestrutura especial de refrigeração e manutenção, ocupam um espaço semelhante ao que seria destinado para armazenar cerca de 150 geladeiras comuns. O Dragão, por exemplo, pesa 20 toneladas e tem 34 metros de extensão.

Na montagem de um supercomputador, os hardwares são divididos e organizados em vários nós (módulos). Cada nó é formado por até quatro processadores, que são interligados entre si. Os principais HPCs, como o japonês Fugaku, o mais poderoso da atualidade, passam de 7 milhões de núcleos operando colaborativamente. 

“Para que esses processadores trabalhem em conjunto é necessário que exista comunicação entre eles, e, por isso, cada instalação têm o seu próprio sistema operacional, em sua maioria o Linux”, explica Campos.

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