Sucesso da Sphere em Las Vegas comprova que o público busca espetáculo, não repetição
Finalmente operando no azul, atração divulga agenda de shows e planeja expansão
A Sphere de Las Vegas vende cinema e shows de uma forma que nem o streaming nem as salas de cinema tradicionais conseguem reproduzir: uma experiência única que corria o risco de se tornar apenas mais uma extravagância típica de Las Vegas, cidade onde fica o espaço. No entanto, os números do faturamento do primeiro trimestre de 2026 não apenas mostram contas saudáveis, como também confirmam que o entretenimento ao vivo está passando por uma transformação irreversível.
A Sphere Entertainment encerrou o primeiro trimestre de seu ano fiscal de 2026 com uma receita de US$ 386,4 milhões, um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior. Pela segunda vez, a empresa do também proprietário do Madison Square Garden, James Dolan, fechou um trimestre no azul, com um lucro operacional de US$ 7,2 milhões, em contraste com o prejuízo de US$ 78,6 milhões registrado pela companhia um ano antes. A divisão responsável pela operação da Sphere quase dobrou sua receita, chegando a US$ 266 milhões (alta de 69%), impulsionada principalmente pela polêmica exibição de O Mágico de Oz.
Nem tudo são boas notícias: as ações da empresa subiram 400% no último ano, mas chegaram a cair mais de 5% no mesmo dia da divulgação dos resultados, porque os investidores comparavam o trimestre com o quarto trimestre de 2025, que havia sido ainda melhor. Independentemente dessas oscilações típicas da bolsa, o dado mostra que o negócio não é estável, mas depende do calendário de espetáculos. Por isso, a ...
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