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Reino Unido trabalhará com Microsoft em sistema de detecção de deepfakes

5 fev 2026 - 11h08
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O governo do Reino Unido vai trabalhar com a Microsoft e com acadêmicos e especialistas para desenvolver um sistema capaz de detectar conteúdo deepfake online, informou o governo nesta ‌quinta-feira, em uma iniciativa para estabelecer padrões no combate a conteúdo prejudicial e enganoso gerado ‌por inteligência artificial.

Embora o material manipulado circule há décadas, a rápida adoção de chatbots de IA generativa -- possibilitada pelo lançamento do ChatGPT e outros -- ampliou as preocupações com a escala e o realismo das deepfakes.

O Reino Unido, que recentemente criminalizou a criação ‍de imagens íntimas sem consentimento, afirmou estar trabalhando em uma estrutura de avaliação para detecção de deepfakes, a fim de estabelecer padrões consistentes para a avaliação de ferramentas e tecnologias de detecção.

"As deepfakes estão sendo usadas como arma por ‌criminosos para fraudar o público, explorar mulheres e meninas e ‌minar a confiança no que vemos e ouvimos", disse a ministra da Tecnologia, Liz Kendall, em um comunicado.

GOVERNOS SÃO LEVADOS A AGIR

O governo britânico afirmou que a estrutura avaliará como a tecnologia pode ser usada para analisar, compreender e detectar deepfakes prejudiciais, independentemente da sua origem, testando tecnologias de detecção contra ameaças do mundo real, como abuso sexual, fraude e falsificação de identidade.

Isso ajudaria o governo e as autoridades policiais a obterem um melhor conhecimento sobre onde ainda existem lacunas na detecção, afirmou o governo, acrescentando que a estrutura seria usada para definir expectativas claras para as indústrias em relação aos padrões de detecção de deepfakes.

Estima-se que 8 milhões de deepfakes foram compartilhados em 2025, um aumento em relação aos 500 mil em 2023, de acordo com dados do governo britânico.

Governos e órgãos reguladores em todo o mundo, que lutam para acompanhar a rápida evolução da tecnologia de IA, foram ‌levados a agir este ano, após a descoberta de que o chatbot Grok, do bilionário Elon Musk, gerava imagens sexualizadas não consensuais de pessoas, incluindo crianças.

O órgão regulador de comunicações e de privacidade britânico está conduzindo investigações paralelas sobre o Grok.

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