Recursos visuais melhoram capacidade de crianças com TDAH ao recontar histórias
Pesquisa experimental do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa aponta avanços na comunicação infantil com apoio de figuras
Estudo do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa indica que o uso de recursos visuais ajuda crianças com TDAH a recontar histórias com mais clareza e coerência, destacando seu papel no desenvolvimento comunicativo.
Crianças entre 8 e 12 anos com TDAH apresentam maior dificuldade em recontar histórias com clareza e coerência do que seus colegas neurotípicos, aponta um novo estudo do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST). A pesquisa revelou que o uso de recursos visuais durante o aprendizado pode ser uma ferramenta poderosa para reduzir essa lacuna de desempenho.
O experimento, conduzido na Unidade de Neurobiologia do Desenvolvimento Humano da Professora Gail Tripp e publicado no periódico Research on Child and Adolescent Psychopathology, avaliou participantes de língua inglesa que ouviram duas fábulas curtas com e sem suporte de ilustrações.
Como os recursos visuais influenciam o desempenho narrativo?
A equipe de pesquisa codificou transcrições para mensurar estrutura narrativa, fluência e precisão linguística, constatando avanço expressivo no grupo com o transtorno, ainda que a pontuação final não tenha igualado a de crianças neurotípicas.
A Dra. Hend Samniya, pesquisadora da instituição, detalhou a importância do mecanismo: "Pesquisas anteriores sobre o recontar de histórias focaram em uma gama restrita de variáveis, deixando uma lacuna significativa em nossa compreensão sobre seu papel na comunicação e no aprendizado de crianças com TDAH. Isso ocupa um papel maior na comunicação do que poderíamos imaginar — compartilhar experiências, memórias ou sentimentos é importante socialmente e para o desenvolvimento das crianças."
Qual é o alcance do transtorno na rotina escolar?
A condição neurodesenvolvimental afeta cerca de 8% das crianças e 3% dos adultos mundialmente, gerando barreiras em locais com forte demanda por repetição mecânica e cumprimento de tarefas padronizadas.
A pesquisadora advertiu que as manifestações variam entre os estudantes: "É importante notar que, embora pudéssemos ver as diferenças gerais entre os grupos de participantes, cada criança vivenciou os desafios de forma diferente — não existe uma intervenção única para todos."
O reconhecimento precoce de entraves na linguagem permite que educadores, profissionais de saúde e familiares elaborem ambientes de convivência e métodos pedagógicos de suporte direcionados.
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