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Quanto valeria o YouTube caso ele fosse separado do Google? Analista responde

Segundo especialistas, plataforma tem o valor cinco vezes maior que o da Petrobras

6 jul 2024 - 19h00
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Quanto valeria o YouTube se a empresa fosse separada da Alphabet, holding dona do Google? É a conta que a analista Laura Martin, do Needham, buscou fazer. Para ela, as empresas do conglomerado valeriam mais desmembradas do que reunidas. Na leitura dela, sozinho, o YouTube pode valer meio trilhão de dólares — o equivalente a R$ 2,5 trilhões, ou cinco vezes o valor da Petrobras.

A avaliação de Laura Martin e seus cálculos foram publicados no site da Barron's, que informa que a avaliação independente do YouTube poderia fazer a empresa valer mais de 50% acima do que hoje, com a empresa dentro da Alphabet.

Não à toa, a Alphabet foi a principal escolha do Needham entre as principais ações do ano. O Needham & Company é um banco de investimento e gestão de ativos em operação desde 1985.

Segundo a analista Laura Martin, fora da Alphabet, o preço das ações do YouTube pode subir de US$ 190 para US$ 210.

A receita total de anúncios do YouTube bateu US$ 31,5 bilhões no ano passado, cerca de 10% do total da Alphabet. A estimativa da analista do Needham é de que as vendas de anúncios cresçam para US$ 35 bilhões no YouTube em 2024.

Os negócios de assinatura de vídeos devem render mais US$ 20 bilhões neste ano e a receita do YouTube TV crescerá para US$ 4,8 bilhões (alta de 25%), ainda nos cálculos da especialista. Há ainda, na conta, estimativa de US$ 8,4 bilhões de receita com o YouTube Premium e US$ 6,6 bilhões do YouTube Music.

Ao calcular a média dos valores para publicidade e de assinatura, ela estima que o YouTube poderia valer, fora da Alphabet, US$ 535 bilhões de dólares. Atualmente, a empresa é avaliada em US$ 350 bilhões.

A separação da plataforma de vídeos de sua holding não é algo previsto atualmente. Porém, o aumento do escrutínio de autoridades europeias sobre gigantes da tecnologia levanta a discussão sobre o desmembramento de serviços para reduzir o domínio de mercado das big techs.

Estadão
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