Proibir em casa não é suficiente: estudo da USP expõe a verdadeira "arma secreta" para derrubar o consumo de ultraprocessados entre os jovens
Cantinas escolares são essenciais para a mudança dos hábitos alimentares
Um novo estudo da Universidade de São Paulo (USP), publicado na revista Reports in Public Health, revelou que a presença de regulamentação sobre a venda de alimentos em escolas públicas e privadas está diretamente associada à redução do consumo de ultraprocessados entre adolescentes.
Segundo os pesquisadores, as normas que limitam ou proíbem a comercialização desses produtos em cantinas funcionam como fator de proteção, reduzindo a exposição dos estudantes a refrigerantes, salgadinhos e doces industrializados.
Ambiente escolar é um ponto decisivo para a alimentação
O levantamento da USP analisou capitais brasileiras e constatou que quanto maior a oferta de ultraprocessados nas cantinas, maior é o consumo entre os alunos. O dado reforça a importância de políticas públicas voltadas ao ambiente escolar, onde boa parte das decisões alimentares dos adolescentes acontece fora do controle familiar.
A constatação coincide com o Decreto nº 11.821/2023, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que estabelece diretrizes para a promoção da alimentação adequada nas escolas.
O texto se apoia em três eixos principais: educação alimentar e nutricional, regulação da comercialização e doação de alimentos e controle da comunicação mercadológica voltada ao público infantil.
Oferta de ultraprocessados em escolas é o maior desafio
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2019, metade dos alunos do 9º ano em capitais ...
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