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O último prisioneiro da 2ª Guerra: dado como morto em 1954, ele foi encontrado vivo e preso em uma instituição psiquiátrica 46 anos depois por uma simples confusão

A identidade do homem só foi descoberta graças a um médico que reconheceu o idioma do paciente

5 nov 2025 - 12h09
(atualizado em 5/12/2025 às 12h51)
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Foto: Xataka

Essa história pode até parecer cena de filme, mas aconteceu de verdade, e tudo por causa de um errinho bobo que custou 50 anos da vida de um homem. András Toma, um soldado húngaro desaparecido na Segunda Guerra Mundial, só voltou para casa mais de meio século depois, não porque estivesse tentando fugir do passado, mas porque ninguém conseguia entender o que ele dizia. Capturado pelo exército russo aos 19 anos, András foi levado para a Rússia e acabou isolado em um hospital psiquiátrico por 53 anos. Sua identidade só foi confirmada nos anos 2000, após uma investigação que mobilizou militares, médicos e dezenas de famílias na Hungria.

Húngaro foi parar em prisão russa durante Segunda Guerra Mundial

Mas afinal, como o soldado húngaro foi parar em uma prisão russa? András Toma nasceu na Hungria em 1925 e trabalhava como aprendiz de ferreiro quando foi convocado para o Exército Real Húngaro em 1944, com apenas 19 anos. Ele serviu em um regimento de artilharia durante a fase final da Segunda Guerra Mundial, uma região marcada pela presença das tropas soviéticas. 

O problema é que, durante os combates, o soldado acabou sendo capturado e enviado para um campo de prisioneiros no leste de Leningrado, a atual São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia. Ali, sua ficha militar apareceu pela última vez em 1945, e depois desapareceu como um fantasma e a família nunca mais recebeu notícias. Anos mais tarde, em 1954, o Estado húngaro acabou declarando András como morto, assim como ...

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