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O ser humano é o primata que menos dorme. A ciência tem certeza de que somos um 'experimento evolutivo radical'

A evolução tornou o nosso sono muito mais eficiente. Por isso, não precisamos de tantas horas na cama quanto os outros macacos.

7 jun 2026 - 19h39
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Chipanzé dormindo em uma ponte
Chipanzé dormindo em uma ponte
Foto: Xataka

Nós passamos cerca de um terço da nossa vida dormindo. Mesmo assim, a reclamação mais comum no mundo moderno é a falta de descanso e o cansaço constante. É muito normal culpar as telas do celular, o estresse do trabalho ou a luz artificial por nos roubar o sono. Porém, a antropologia evolutiva traz uma resposta bem diferente: o ser humano foi geneticamente desenhado para dormir menos do que qualquer um de nossos parentes na natureza. 

Uma anomalia biológica

Essa afirmação não é apenas um palpite, mas sim o resultado das pesquisas do cientista David R. Samson, professor de Antropologia Evolutiva. Após conviver e estudar tribos de caçadores-coletores que vivem sem tecnologia — como os Hadza na Tanzânia e os BaYaka no Congo —, ele confirmou que os humanos são uma verdadeira esquisitice biológica quando o assunto é cama. 

Se fôssemos seguir a regra da biologia baseada no tamanho do nosso corpo, no peso do cérebro e na nossa dieta, nós deveríamos dormir cerca de 9,5 horas por dia. Mas a realidade é que o ser humano dorme, em média, 2,5 horas a menos do que a biologia prevê. Somos os grandes madrugadores do reino dos primatas.

Veja o tempo médio de sono de outras espécies para comparar:

  • Chimpancé: entre 9,5 e 11,5 horas por dia.
  • Gorila: de 10 a 12 horas.
  • Macaco-de-cauda-de-porco: 14 horas.
  • Macaco-da-noite: impressionantes 17 horas. 

Menos tempo, mais intensidade

Como é possível que o dono do cérebro mais complexo e que mais gasta energia no planeta consiga funcionar dormindo ...

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