A contagem regressiva começou: a indústria automotiva dos EUA tem quatro anos para deixar de depender de chips chineses
Os EUA mantêm a proibição de tecnologia chinesa em carros conectados e exigem que as fabricantes reprojetem alguns de seus componentes eletrônicos antes de 2030
A guerra tecnológica entre os EUA e a China no setor automotivo acaba de se intensificar. Washington estabeleceu um prazo limite para o uso de muitos componentes eletrônicos chineses atualmente presentes em carros conectados, e as fabricantes correm contra o tempo em busca de alternativas com um objetivo único: minimizar o risco de espionagem ou acesso não autorizado a dados sensíveis por meio dos sistemas eletrônicos dos veículos.
O cronograma deixa pouca margem de manobra: os softwares afetados serão proibidos a partir de 2027, e os hardwares deverão ser gradualmente eliminados antes de 2030. Embora quatro anos possam parecer muito tempo, a realidade é bem diferente. Para uma indústria que leva anos desenvolvendo um carro antes de lançá-lo no mercado, isso significa redesenhar modelos praticamente a partir de agora.
Trocar um chip implica redesenhar parte do veículo
O desafio é agravado pela longa dependência da indústria em relação a fornecedores chineses para grande parte de sua tecnologia de conectividade veicular. Sistemas de comunicação, módulos eletrônicos, antenas e microcontroladores fazem parte de uma cadeia de suprimentos na qual a China desempenha um papel fundamental.
Segundo a Reuters, fabricantes chinesas controlam cerca de 50% do mercado de controladores de IoT usados para conectar veículos — uma participação que agora é extremamente difícil de substituir.
Encontrar novos fornecedores em tempo recorde envolve mais do que apenas localizar alguém capaz de ...
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