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O que é Li-Fi? Tecnologia promete ser 100 vezes mais rápida do que o Wi-Fi; veja como funciona

Alternativa é superior à conectividade que já conhecemos e usa luz para se propagar

3 mai 2026 - 04h59
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Alternativa é superior à conectividade que já conhecemos e usa luz para se propagar
Alternativa é superior à conectividade que já conhecemos e usa luz para se propagar
Foto: Imagem ilustrativa/Freepik

A forma como nos conectamos à internet pode estar prestes a mudar de maneira radical. Uma tecnologia chamada Li-Fi, ainda pouco conhecida do grande público, está sendo cada vez mais estudada por empresas e universidades, promete velocidades até 100 vezes superiores às do Wi-Fi tradicional.

Por trás dessa inovação, que tem chamado a atenção no setor da tecnologia, está uma mudança na forma de conexão com a internet sem fio. Os dados são transmitidos por meio da luz, e daí vem o nome Light Fidelity (fidelidade da luz, em tradução livre). Trata-se de uma conexão que transmite dados por meio da luz, em vez de usar ondas de rádio, como acontece com o Wi-Fi.

Na prática, isso significa que lâmpadas LED podem funcionar como “roteadores”, enviando informações através de variações extremamente rápidas na intensidade da luz, que são imperceptíveis ao olho humano.

Como funciona?

Segundo informações oficiais do site Li-Fi Group Connectivity, o funcionamento do Li-Fi pode ser comparado a um “código Morse ultrarrápido”. As lâmpadas LED piscam em alta frequência, alternando entre estados de ligado e desligado para transmitir dados.

Esses sinais luminosos são captados por um receptor que atua como um sensor em um computador ou smartphone, e que converte a luz em informação digital.

Por trás dessa eficiência está o espectro de luz visível, que é muito mais amplo do que o espectro de rádio usado pelo Wi-Fi, o que permite maior capacidade de transmissão de dados e menos interferência.

Qual é a diferença entre Li-Fi e Wi-Fi?

A principal diferença está no meio de transmissão. O Wi-Fi usa ondas de rádio, e o Li-Fi usa a luz visível. A mudança traz impactos importantes na velocidade, segurança e interferência.

O Li-Fi pode atingir velocidades muito superiores. Em testes, chegou a centenas de gigabits por segundo. Já em termos de segurança, como a luz não atravessa paredes, o sinal fica restrito ao ambiente iluminado, reduzindo riscos de invasões. O Li-Fi sofre menos interferência eletromagnética, e por isso se torna útil em locais sensíveis.

Por outro lado, essa mesma limitação física pode ser um desafio, já que o sinal depende da presença direta de luz.

Como surgiu o Li-Fi?

Segundo informações oficiais do site Li-Fi Group Connectivity, o funcionamento do Li-Fi pode ser comparado a um “código Morse ultrarrápido”
Segundo informações oficiais do site Li-Fi Group Connectivity, o funcionamento do Li-Fi pode ser comparado a um “código Morse ultrarrápido”
Foto: Imagem ilustrativa/Freepik

A tecnologia foi desenvolvida pelo físico alemão Harald Haas, professor da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Ele começou a pesquisar o tema no início dos anos 2000 e demonstrou, pela primeira vez, que a luz poderia ser usada para transmissão de dados em alta velocidade.

Desde então, empresas e centros de pesquisa passaram a investir no desenvolvimento da tecnologia.

Já está em uso?

O Li-Fi ainda não é amplamente utilizado no dia a dia, mas já está sendo testado em diversos setores. Empresas de tecnologia também já trabalham em dispositivos compatíveis. Há, por exemplo, registros de patentes de smartphones com suporte à tecnologia.

Entre os principais usos atuais estão:

  • Escritórios e ambientes corporativos, com luminárias inteligentes
  • Hospitais, onde a interferência eletromagnética precisa ser evitada
  • Aeronaves, como alternativa para conexão a bordo
  • Ambientes industriais, com alta demanda por segurança de dados

Como posso usar o Li-Fi?

No futuro, a ideia é que o Li-Fi seja integrado à infraestrutura de iluminação já existente. Ou seja, lâmpadas LED em casas, escritórios ou espaços públicos poderiam fornecer conexão à internet.

Isso poderia permitir, por exemplo, conectar-se automaticamente à internet ao entrar em um ambiente iluminado, ter conexões mais rápidas para streaming, jogos e realidade virtual e usar redes mais seguras em locais privados ou que contenham informações sensíveis.

Ainda assim, a tecnologia depende de adaptações em dispositivos e infraestrutura para se tornar acessível ao consumidor comum.

O Li-Fi vai substituir o Wi-Fi?

Apesar do potencial, especialistas não veem o Li-Fi como um substituto direto do Wi-Fi, pelo menos no curto prazo. A tendência é que as duas tecnologias convivam e se complementem.

Isso porque o Wi-Fi continuará sendo útil para cobertura ampla, já que atravessa paredes. Enquanto isso, o Li-Fi poderá ser usado em ambientes específicos, onde velocidade e segurança são prioridades. Além disso, o Li-Fi ainda está em fase de desenvolvimento e testes.

Fonte: Portal Terra
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