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NTT DATA contraria onda de cortes e diz que IA exige mais contratações, não menos

No Interconnected 2026, em São Paulo, o CEO Jefferson Anselmo defendeu que a inteligência artificial amplia a demanda por trabalho humano qualificado. A tese foi reforçada pelo futurista Mike Walsh e por executivos de IBM, Microsoft, AWS e Cisco.

1 jun 2026 - 11h34
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Foto: NTT DATA / Xataka

A NTT DATA realizou em 27 de maio o Interconnected 2026, no Transamerica Expo Center, em São Paulo, com um recado que vai na direção oposta ao discurso predominante no setor de tecnologia. Em vez de associar a inteligência artificial a redução de quadros, a empresa afirma que segue contratando.

A ideia de colocar "o ser humano em primeiro lugar" guiou o evento desde a abertura, feita pelo CEO Jefferson Anselmo. Logo no início da palestra, ele delimitou o tema: "Hoje eu vou falar de IA. Mas não da tecnologia por trás da IA. Hoje vou falar de pessoas, de nós, seres humanos, que fazemos da tecnologia o que queremos que ela seja".

Anselmo rejeitou a premissa de que a IA vai substituir profissionais e de que seus ganhos vêm da economia com pessoal. Para ele, a tecnologia funciona como um amplificador do potencial humano, e não como substituta dele.

O executivo sustentou que o efeito da IA será o oposto da retração de equipes. "A IA vai criar uma explosão de demanda por soluções mais complexas, mais personalizadas, mais humanas. Para atender essa demanda, precisamos de mais pessoas", afirmou. Segundo ele, a posição não é apenas idealista: "enquanto alguns reduzem, continuamos contratando".

Anselmo encerrou seu raciocínio deslocando o foco da máquina para quem a opera. "O motor da inovação não são os processadores, os algoritmos, os processos. O motor da inovação é feito de sinapses: as nossas mentes."

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